DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil só teremos divulgação de índices importantes na quarta e quinta, mas o destaque, mesmo, é o retrno do Congresso
Veja os números
(Brasília-DF, 01/07/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil, sem muito índices, na quarta-feira, o IBGE divulgará a Pesquisa Industrial Mensal de maio,d na quinta será a vez de conhecermos a balança comercial de junho.
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Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem levemente positivos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,02%), após um primeiro semestre bastante positivo (comentamos mais a respeito aqui). Nesta semana, os principais destaques entre indicadores econômicos nos EUA serão dados de emprego.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%), após eleições na França mostrarem partido de Marine Le Pen consideravelmente à frente. Na China, a bolsa teve performance positiva (CSI 300: 0,5%), enquanto Hong Kong permaneceu fechada devido a um feriado.
Na agenda internacional desta semana, as atenções se voltarão aos dados de mercado de trabalho dos EUA referentes a junho. O Nonfarm Payroll será divulgado na sexta-feira, a pesquisa de oferta de empregos (JOLTS) na terça-feira, enquanto a criação líquida de empregos no setor privado (ADP) será divulgada na quarta-feira. Também em destaque, o banco central dos Estados Unidos divulgará, na quarta-feira, a ata da sua última reunião de política monetária. Na China, os dados da balança comercial de maio serão divulgados na sexta-feira. Por fim, o presidente do Fed, Jerome Powell, e a presidente o BCE, Christine Lagarde, falarão publicamente ao longo da semana.
IBOVESPA -0,32% | 123.907 Pontos. CÂMBIO +1,45% | 5,59/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em alta em reais, de 2,1%, pela segunda semana consecutiva, a primeira vez desde final de março, aos 123.907 pontos. Porém, em dólares, o índice fechou em queda de 0,3%. No mês, o índice fechou com alta de 1,5% em reais, e queda de 4,6% em dólares.
O principal destaque positivo desta semana foi Suzano (SUZB3, +16,7%), após a companhia anunciar que desistiu da aquisição da International Paper, explicando que alcançou o preço máximo para que a transação gerasse valor para ela (leia nosso relatório aqui). O principal destaque negativo foi Pão de Açúcar (PCAR3, -7,5%).
Renda Fixa
No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com forte alta por toda a extensão da curva. Os ativos locais tiveram abertura mais intensa nos vértices intermediários, com destaque para jan/27 (+45bps). O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 88,90 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para 83,00 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou perda de inclinação. As taxas de juro real também tiveram elevação, com os rendimentos NTN-Bs (títulos públicos atrelados à inflação) se consolidando em patamares próximos a 6,40% a.a. DI jan/25 fechou em 10,77% (16,7bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,59% (43,6bps); DI jan/27 em 11,97% (45bps); DI jan/29 em 12,35% (42bps); DI jan/34 em 12,42% (37,7bps).
Economia
Conforme publicado sexta-feira na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), a taxa de desemprego brasileira caiu para 7,1% no trimestre móvel até maio, de 7,5% no trimestre móvel até abril. Mais uma vez, o resultado foi melhor que o esperado. Divulgada na sexta-feira nos EUA, a inflação ao consumidor medida pelo deflator do consumo das famílias (Core PCE Deflator, no termo em inglês) apresentou variação mensal benigna de 0,08% em maio, e 2,6% no acumulado em 12 meses. Por enquanto, mantemos nossa previsão para o início do ciclo de flexibilização em dezembro, embora um início antes (setembro, por exemplo) comece a ganhar probabilidade. Publicado na China no fim de semana, o Índice PMI Composto do NBS caiu para 50,5 em junho de 2024, de 51,0 em maio, registrando o valor mais baixo desde dezembro.
No Brasil, semana com divulgação de poucos indicadores. Na quarta-feira, o IBGE divulgará a Pesquisa Industrial Mensal de maio, para a qual o mercado espera retração na comparação mensal, na esteira das enchentes no Rio Grande do Sul. Na 5quinta-feira, será a vez de conhecermos a balança comercial de junho – espera-se saldo comercial superavitário na casa dos US$ 5 bilhões, abaixo do registrado em abril.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)