DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve queda e no Brasil atenção para Relatório Trimestral de Inflação e do Novo Caged
Veja os números
(Brasília-DF, 27/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP investimentos apontando que os mercados globais estão negativos e no Basil atenção para divulgação do Relatório Trimestral de Inflação e do Novo Caged à tarde.
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Mercados globais
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem levemente negativos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%), no aguardo de dados de atividade econômica e do primeiro debate dos candidatos presidenciais das eleições de 2024. Para amanhã, o mercado espera dados de inflação medida pelo deflator do índice de consumo pessoal (PCE).
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,2%) seguindo a tendência dos mercados americanos e com preocupações com a persistência da inflação global. Na China, as bolsas tiveram performances negativas (CSI 300: -0,8%; HSI: -2,1%) mesmo após o governo anunciar novos estímulos ao setor imobiliário.
IBOVESPA +0,25% | 122.641 Pontos. CÂMBIO +1,21% | 5,52/USD
Ibovesp
Na quarta-feira (26), o Ibovespa fechou em alta de 0,3% aos 122.641 pontos, perto da máxima do dia. A sessão foi marcada por falas do governo sobre a situação fiscal na pré-abertura, o que provocou as mínimas do dia e uma alta do dólar de 1,2% para atingir o patamar R$ 5,52, o nível mais alto desde janeiro de 2022. Também foi divulgado o IPCA-15, que veio levemente melhor que o esperado.
Os principais destaques positivos da sessão foram ações de commodities como Usiminas (USIM5, +3,3%) e Prio (PRIO3, +2,4%), devido à valorização do minério de ferro e do Brent respectivamente. Já os principais destaques negativos foram ações cíclicas como Pão de Açúcar (PCAR3, -7,8%) e Azul (AZUL4, -5,6%), pressionadas pelo avanço da curva de juros futuros.
Para o pregão desta quinta-feira, teremos a divulgação do relatório trimestral de inflação no Brasil, e a leitura final do índice de confiança do consumidor na Zona do Euro referente ao mês de junho.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com abertura por toda extensão da curva. Apesar da alta de 0,39% do IPCA-15 (abaixo do esperado pelo consenso), e a divulgação da regulamentação da meta de inflação, os ativos locais sofreram com pronunciamento do presidente da República, no qual questionou a necessidade de realizar cortes nas despesas do governo. Já nos EUA, a diretora do Federal Reserve, Michelle Bowman, deu novo discurso visto como restritivo pelo mercado, o que elevou o sentimento global de aversão ao risco. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,71% (+6,0bps) e as de 10 anos em 4,31% (+9,0bps). DI jan/25 fechou em 10,6% (alta de 3,6bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,23% (alta de 11bps); DI jan/27 em 11,61% (alta de 11bps); DI jan/29 em 12,04% (alta de 10bps).
Economia
No Brasil, o IPCA-15 de junho avançou 0,39% ante maio, abaixo das expectativas do mercado, com a inflação acumulada em 12 meses passando de 3,70% em abril para 4,06% em junho. O arrefecimento foi devido a itens voláteis como passagem aérea e combustíveis, que mostraram queda de preços quando comparados ao mês de maio. Em nossa opinião, a surpresa com a queda nos preços das passagens aéreas fará com que os economistas revisem suas previsões para o IPCA de junho.
O Ministério da Fazenda anunciou uma nova sistemática para a meta de inflação, que será contínua a partir de janeiro de 2025. Com a mudança, o compromisso com a meta será mensal e, caso a inflação fique fora do intervalo permitido por seis meses consecutivos, será considerada descumprida.
Hoje, destaque para o debate entre o atual presidente dos EUA, Joe Biden, e o ex-presidente Donald Trump e para a leitura final do PIB do primeiro trimestre nos EUA. No Brasil, o mercado se concentrará na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação às 08:00 e do Caged às 14:30.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real).