31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil destaque para a divulgação do IPCA-15 de junho, estatísticas fiscais e de crédito

Veja os números

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Mercados globais em alta

(Brasília-DF, 26/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil destaque para a divulgação do IPCA-15 de junho, estatísticas fiscais e de crédito. Deverá ser publicado decreto sobre a nova meta de inflação.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem positivos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,2%), no aguardo de dados de moradia e após um dia de recuperação para ações do tema se Inteligência Artificial, que vinham sofrendo nos últimos pregões. Ainda nessa semana, o mercado espera dados de inflação e o primeiro debate dos candidatos presidenciais das eleições de 2024.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,1%) seguindo a tendência dos mercados americanos e com alta liderada por ações de tecnologia. Na China, as bolsas tiveram performances positivas (CSI 300: 0,7%; HSI: 0,1%).

IBOVESPA -0,25% | 122.331 Pontos.  CÂMBIO +1,16% | 5,45/US

Ibovespa

Na terça-feira, o Ibovespa, após 5 altas consecutivas, fechou em queda, de 0,3%, aos 122.331 pontos. A ata do Copom, divulgada na manhã de terça, enfatizou a unanimidade dos membros com o discurso mais cauteloso em relação a inflação, citando a desancoragem das expectativas e um cenário macro externo mais incerto. Isso provocou altas por toda a curva de juros futuros, e uma alta do dólar de 1,2%, atingindo o patamar de R$ 5,45.

Os principais destaques positivos da sessão foram a JBS (JBSS3, +1,7%) e Weg (WEGE3, +1,7%), beneficiadas pela alta da moeda americana. Já os destaques negativos foram ações cíclicas como Pão de Açúcar (PCAR3, -3,7%) e Vamos (VAMO3, -3,3%), pressionadas pela abertura da curva de juros futuros.

Para o pregão de quarta-feira, teremos a divulgação do IPCA-15 referente ao mês de junho.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira (25) com leve abertura por toda extensão da curva. Domesticamente, a ata do Copom trouxe uma elevação na estimativa de taxa de juros real neutra para 4,75%, o que foi visto pelo mercado como uma manutenção do tom restritivo do Banco Central. Além disso, os investidores aumentaram a precificação de risco nos ativos globais, refletindo a incerteza com a trajetória fiscal do país. Já nos EUA, a diretora do Federal Reserve (Fed), Michelle Bowman, afirmou estar cética com a possibilidade de corte de juros ainda em 2024 no país, o que aumentou o sentimento de cautela nos mercados globais. Apesar disso, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,65% (-6,0bps) e as de 10 anos em 4,23% (-2,0bps). DI jan/25 fechou em 10,57% (alta de 1,6bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,135% (alta de 4,3bps); DI jan/27 em 11,5% (alta de 5,1bps); DI jan/29 em 11,93% (alta de 8bps).

Economia

O Banco Central divulgou a ata da reunião do Copom de junho, na qual reiterou necessidade de manter os juros em 10,50% e alterou suas projeções para a taxa de juro real neutra e para o hiato do produto. Na agenda doméstica, destaque para a divulgação do IPCA-15 de junho, estatísticas fiscais e de crédito. Ainda hoje, o decreto que estipula meta de inflação contínua de 3% deve ser publicado. Agenda internacional não conta com divulgação de indicadores relevantes.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)