DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil expectativa para divulgação da Ata do Copom
Veja os números
(Brasília-DF, 25/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção a divulgação da Ata do Copom.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem positivos (S&P 500: 0,2%; Nasdaq 100: 0,4%), no aguardo de dados de inflação e do primeiro debate dos candidatos presidenciais das eleições de 2024, e após um dia de correção em ações de tecnologia e Big Techs.
Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,4%) seguindo a tendência dos mercados americanos no início da semana. Na China, as bolsas têm performantes divergentes (CSI 300: -0,5%; HSI: 0,3%), devido a preocupações com novas tarifas.
IBOVESPA +1,07% | 122.637 Pontos. CÂMBIO -0,92% | 5,39/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta pela 5ª vez consecutiva, subindo 1,1%, aos 122.637 pontos. Além disso, somente 11 papeis, dos 88 que compõem o índice, fecharam em queda. A sessão foi marcada por uma descompressão de risco após um período de avanços na curva de juros futuros, com os investidores aguardando a ata do Copom, divulgada na pré-abertura do pregão de terça-feira.
O principal destaque positivo da sessão foi a Magazine Luiza (MGLU3, +12,3%), que anunciou um acordo com a AliExpress, para venda de produtos nas plataformas de marketplace a partir do 3º trimestre (leia nosso relatório aqui). Já o destaque negativo foi Embraer (EMBR3, -1,0%), fruto de um movimento técnico.
O foco da semana segue sendo a ata do Copom, o IPCA-15 de junho, que será divulgado na quarta-feira, e o PCE de maio dos EUA, que será divulgado na sexta-feira.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira (24) com fechamento por toda extensão da curva. Apesar do Boletim Focus apontar nova alta da expectativa de inflação para 2024, a curva de juros local seguiu se beneficiando da decisão unânime de manutenção da taxa Selic. Em paralelo, o mercado deve seguir atento com a divulgação da ata da reunião do Copom (25) e de outros indicadores. Já nos EUA, apesar da expectativa de dados positivos referentes à inflação do país, o ímpeto dos investidores foi freado pelo aumento da aversão ao risco gerado pela queda de Nvidia. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,71% (+1,0bps) e as de 10 anos em 4,25% (0,0bps). DI jan/25 fechou em 10,55% (queda de 5,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,09% (queda de 6bps); DI jan/27 em 11,45% (queda de 7bps); DI jan/29 em 11,85% (queda de 8bps).
Economia
As expectativas de inflação continuam em alta. Conforme divulgado ontem no Boletim Focus do Banco Central, a previsão de mercado para o IPCA de 2024 subiu de 3,96% para 3,98%. Para a inflação de 2025 (horizonte relevante da política monetária), a mediana das expectativas aumentou pela oitava semana consecutiva, de 3,80% para 3,85%. Esses movimentos reforçam nosso cenário de estabilidade da taxa Selic até o final do próximo ano.
Na agenda econômica desta terça-feira, destaque para a publicação da ata da última reunião do Copom. Os agentes de mercado aguardam explicações adicionais sobre a decisão unânime pela interrupção do ciclo de corte de juros, com a taxa Selic em 10,50%. O documento pode trazer pistas sobre a revisão de estimativas para a taxa de juros neutra e hiato do PIB, além de considerações sobre o cenário alternativo introduzido no comunicado que acompanhou a decisão da semana passada.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)