31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil semana de relatórios monetários, ata do Copom e relatório trimestral de inflação

Veja os números

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(Brasília-DF, 24/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos com  sinais mistos e no Brasil vai ter relatórios de política monetária, relatório trimestral de inflação e ata do Copom.

 

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Mercados globais

Nesta segunda-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem mistos (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: -0,1%), no aguardo de dados de inflação e do primeiro debate dos candidatos presidenciais das eleições de 2024.

Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,4%) no aguardo de dados de atividade econômica divulgados ao longo da semana. Reguladores da União Europeia acusam a Apple de violar regras de competição. Na China, as bolsas tiveram performances divergentes (CSI 300: -0,5%; HSI: 0,0%), com queda em Shangai e estabilidade em Hong Kong, após dados fiscais da China desapontarem.

Economia

Divulgado sexta-feira, o Índice PMI Composto dos EUA da S&P Global subiu para 54,6 em junho, seu nível mais alto desde abril de 2022, ante 54,5 em maio, conforme dados preliminares. O iene japonês depreciou para quase 160 por dólar, se aproximando da mínima de 34 anos de 160,24 atingida em 29 de abril, enquanto os dirigentes do Banco do Japão permaneceram divididos sobre como proceder com o próximo aumento da taxa de juros.

Na agenda internacional desta semana, o principal evento será a publicação, na 6ª-feira, do deflator dos gastos de consumo (PCE deflator, em inglês) referente a maio – o indicador de inflação preferido do Fed. Também de grande importância, as sondagens empresariais PMI de junho serão divulgadas nos Estados Unidos e na Europa. Na 5ª-feira, destaque para a leitura final do PIB do primeiro trimestre nos EUA. A leitura preliminar registrou crescimento trimestral anualizado de 1,3%. 

IBOVESPA +0,74% | 121.341 Pontos.   CÂMBIO -0,42% | 5,44/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou a semana em alta pela primeira vez este mês, subindo 1,4% em reais e 0,1% em dólares, fechando aos 121.341 pts.

O principal destaque positivo desta semana foi BRF (BRFS3, +10,3%), após decisão da China de iniciar uma investigação antidumping sobre importações de carne suína da União Europeia, e beneficiada pela alta do dólar de 1,0%.

O principal destaque negativo foi a Azul (AZUL4, -15,8%), após alta do dólar de 1,0%, avanço do preço do Brent de 3,2%, e a preocupação de juros mais altos à espera da decisão do Copom.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram com movimentos mistos pela curva. Os ativos locais tiveram fechamento por quase toda extensão, com exceção dos vértices intermediários, como jan/28 (+1,0bps) e jan/29 (+0,9bps). O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 87,80 pontos-base (bps) na sexta-feira passada para 89,50 bps nesta semana. A curva, portanto, apresentou ganho de inclinação. Já na curva de juro real, após os rendimentos terem atingido as máximas em mais de um ano, as taxas continuaram a ceder. O Tesouro IPCA+ 2029, por exemplo, que chegou a bater 6,49% no ano, encerrou a semana em 6,29%. DI jan/25 fechou em 10,59% (-6,6bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 11,14% (-5,9bps); DI jan/27 em 11,51% (-1,1bps); DI jan/29 em 11,93% (0,9bps); DI jan/34 em 12,03% (-4,2bps).

No Brasil, a agenda traz divulgações relevantes para a política monetária. Na 3ª-feira, o Banco Central publica a ata da última reunião do Copom; na 5ª-feira, o Relatório Trimestral de Inflação será publicado pela autoridade monetária. Além disso, o IBGE divulgará o IPCA-15 (prévia da inflação mensal) de junho na 4ª-feira. Em relação ao mercado de trabalho, o Caged deve ser divulgado na 5ª-feira, enquanto a PNAD está marcada para 6ª-feira. Do lado fiscal, mas ainda sem data definida, o Tesouro Nacional divulgará os resultados do governo central, enquanto o Banco Central publicará as estatísticas do setor público consolidado na 6ª-feira. Por fim, e provavelmente com menor impacto nos mercados, o Banco Central publicará as estatísticas do setor externo hoje e a nota do mercado de crédito na 4ª-feira referentes a maio.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)