DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a decisão do Copom e falas vindas da Petrobras sobre tocar o PIB
Veja os números
(Brasília-DF, 20/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos revela que os mercados globais estão em alta e no Brasil todas as atenções ao resultado da reunião do Copom que paralisou as quedas da Taxa Selic assim como a fala de Magda Chambriard na posse na Petrobras.
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Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem positivos (S&P 500: 0,4%; Nasdaq 100: 0,7%). Hoje, o mercado espera uma série de dados de atividade econômica. Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%). O banco central da Suíça cortou sua taxa de juros, e no Reino Unido, o mercado espera uma manutenção dos juros mesmo após a inflação ao consumidor ter atingido a meta de 2% na região. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,7%; HSI: -0,5%), após manutenção das taxas de juros pelo banco central chinês.
O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) anunciará sua decisão de política monetária esta manhã. Esperamos manutenção da taxa básica de juros em 5,25%. Olhando adiante, acreditamos que o banco central iniciará o ciclo de redução de juros em agosto ou setembro, tendo em vista a expectativa de alívio na inflação corrente.
IBOVESPA +0,53% | 120.26′ Pontos. CÂMBIO +0,17% | 5,44/USD
Ibovespa
Na quarta-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,5%, aos 120.261 pontos, retornando ao patamar acima dos 120 mil pontos em uma sessão com liquidez reduzida pelo feriado de Juneteenth nos EUA, que deixou os mercados americanos fechados. Os investidores aguardaram a decisão do Copom, divulgada pós-fechamento, que veio como esperado – manutenção da Selic em 10,5% ao ano, com unanimidade.
O principal destaque positivo da sessão foi a BRF (BRFS3, +4,3%), após decisão da China de iniciar uma investigação antidumping sobre importações de carne suína da União Europeia, e beneficiada pela alta do dólar de 0,1%, cotado em R$ 5,44. Já o principal destaque negativo foi a Azul (AZUL4, -4,6%), após alta do dólar, avanço do preço do Brent (+0,1%), e a preocupação de juros mais altos à espera da decisão do Copom.
Para o pregão de quinta-feira, teremos a decisão de juros pelo Banco da Inglaterra no Reino Unido, e o dado de transações correntes do primeiro trimestre nos EUA.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira (19) com abertura nos vértices curtos e intermediários, enquanto os vértices longos se mantiveram estáveis. Com o mercado americano fechado em razão de feriado, as atenções dos investidores se voltaram para a decisão do Copom que ocorreu após o pregão. Em razão disso, as críticas do presidente Lula ao Banco Central feitas na terça-feira (18), ainda reverberaram no mercado, trazendo aumento dos prêmios de risco na sessão. DI jan/25 fechou em 10,7% (alta de 3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,32% (alta de 4bps); DI jan/27 em 11,64% (alta de 1bps); DI jan/29 em 12% (estável, 0bps).
Economia
Conforme anunciado ontem à noite, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil (Copom) interrompeu o ciclo de corte de juros, em linha com as expectativas. A decisão de manter a taxa Selic em 10,50% foi unânime, reforçando, em nossa opinião, o compromisso do Comitê em atingir a meta de inflação. Com relação aos próximos passos, o Copom afirmou que “a política monetária deve se manter contracionista por tempo suficiente”. Consideramos que a decisão e a comunicação do Copom são consistentes com o nosso cenário de taxa Selic em 10,50% até o final de 2025.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)