31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais duplos e no Brasil expectativa para o resultado da reunião do Copom

Veja os números

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Mercados globais com sinais duplos

(Brasília-DF, 19/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moornning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão mistos sem ações nos EUA e em queda na Europa enquanto no Brasil esperando a reunião do Copom.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, as bolsas dos Estados Unidos permanecem fechadas devido ao feriado de Juneteenth. Ontem, as vendas no varejo referentes a maio vieram levemente abaixo do esperado. Entre as empresas o destaque foi Nvidia, que ultrapassou Microsoft e se tornou a companhia mais valiosa do mundo. Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,1%). A inflação ao consumidor no Reino Unido atingiu a meta de 2% na véspera da decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, que será divulgada amanhã. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,5%; HSI: 2,9%), com a bolsa de Hong Kong liderando ganhos na Ásia, impulsionada por ações de energia e materiais básicos.

Economia

Nos Estados Unidos, as autoridades do Fed indicaram que estão observando os dados em busca de confirmação de que a inflação está arrefecendo, adotando um tom cauteloso quanto à possibilidade de cortes de juros. Eles disseram que os resultados de curto prazo de inflação são bem-vindos, mas que é preciso observar uma série mais longa de informações até ter certeza de que há, de fato, convergência à meta de 2%. O mercado continua a precificar dois cortes neste ano, em setembro e dezembro. Também nos Estados Unidos, dados de vendas no varejo e produção industrial do mês de maio mostraram sinais contrários. Enquanto as vendas no varejo cresceram abaixo do esperado, mostrando apenas recuperação parcial em relação ao mês anterior, a produção industrial veio acima do esperado, mais do que compensando as perdas verificadas nos meses anteriores. No Reino Unido, destaque para a inflação ao consumidor, que voltou à meta de 2% do Banco da Inglaterra. Apesar do resultado, a medida de preços de serviços subjacentes permanece elevada, apontando riscos adiante.

IBOVESPA +0,41% | 119.630 Pontos.   CÂMBIO +0,22% | 5,44/USD

Ibovespa

Na terça-feira, o Ibovespa fechou em alta de 0,4%, aos 119.630 pontos, com investidores aguardando a decisão de política monetária na reunião do Copom de quarta-feira.

O principal destaque positivo da sessão foi a CSN (CSNA3, +9,1%), após decisão judicial favorável, por maioria, em ação envolvendo a disputa societária na Usiminas (USIM5, +1,8%). Já os principais destaques negativos foram ações cíclicas como Azul (AZUL4, -6,1%) e CVC Brasil (CVCB3, -5,5%), devido a uma alta na curva de juros.

Para o pregão de quarta-feira, também teremos as taxas de empréstimo de 1 e 5 anos na China.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira (18) com fechamento na ponta curta e abertura nos demais vértices. A principal razão do aumento dos juros foi o discurso do presidente Lula, no qual questionava tanto a condução da política monetária no Brasil, quanto a imparcialidade de Campos Neto. Já nos EUA, os dados de vendas no varejo vieram abaixo do esperado pelo mercado, o que abriu espaço para investidores aumentarem suas apostas em dois cortes de juros pelo Federal Reserve ainda em 2024. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,69% (-6,0bps) e as de 10 anos em 4,22% (-6,0bps). DI jan/25 fechou em 10,68% (queda de 2,3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,31% (alta de 3bps); DI jan/27 em 11,66% (alta de 6bps); DI jan/29 em 12,05% (alta de 9bps).

Na agenda do dia, destaque para a decisão do Copom, que deve manter as taxas de juros em 10,5% a.a., de forma unanime. Acreditamos também que o Copom sinalizará o firme compromisso com a meta e adotará uma pausa com a intenção de reavaliar o cenário de longo prazo. Na seara internacional, teremos também a decisão de juros do banco central da China (PBoC), que deve manter as taxas de juros de curto e longo prazo inalteradas.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)