31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil atenção a possíveis cortes em benefícios fiscais e como o empresariado vai reagir

Veja os números

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Mercados internacionais em alta

(Brasília-DF, 18/06/2024). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil atenção para o resultado do boletim Focus e a avaliação sobre cortes de benefícios fiscais.

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Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem levemente positivos (S&P 500: 0,04%; Nasdaq 100: 0,2%). A semana é reduzida nos estados Unidos, com feriado na quarta-feira. Hoje, o mercado espera uma série de dados de atividade econômica, incluindo as vendas no varejo e produção industrial referentes a maio.

Na Europa, o índice pan-europeu opera em alta (Stoxx 600: 0,5%), no aguardo da decisão de política monetária do Banco da Inglaterra nessa semana. A bolsa francesa iniciou a semana positiva, após forte queda na semana passada. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0,3%; HSI: -0,1%).

Economia

Nos Estados Unidos, Patrick Harker, presidente do Federal Reserve da Filadélfia, apoiou apenas um corte de 0,25 p.p. na taxa de juros americana para 2024. Patrick espera que o crescimento econômico desacelere, embora ainda acima da tendência. Além disso, sobre o processo de desinflação, o diretor ainda vê um ‘longo caminho’ de volta à meta de 2%. Na zona do euro, a inflação ao consumidor de maio aumentou 0,2%, com uma taxa acumulada de 2,6% em 12 meses, impulsionada por energia e serviços. O Indicador ZEW de sentimento econômico subiu para 51,3, o maior desde julho de 2021, impulsionado pela expectativa de cortes de juros pelo BCE.

IBOVESPA -0,44% | 119.138 Pontos.  CÂMBIO +0,72% | 5,42/USD

Ibovespa

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,4%, aos 119.138 pontos, com investidores cautelosos em relação ao panorama fiscal, contribuindo para a valorização do dólar de 0,7%, cotado a R$ 5,42.

O principal destaque positivo da sessão foi Itaú (ITUB4, +2,4%) após elevação na recomendação do papel por um banco de investimentos de neutro para compra, e no preço-alvo. Já o destaque negativo foram papeis cíclicos como Rede D’Or (RDOR3, -5,2%) e Locaweb (LWSA3, -4,3%), pressionados por altas por toda a curva de juros.

Para o pregão de terça-feira, teremos os dados de vendas no varejo e produção industrial nos EUA, e, na Zona do Euro, dados de inflação ao consumidor, todos referentes ao mês de maio.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira (17) com movimento de alta por toda curva. Após reunião com Lula, os ministros Haddad e Tebet sinalizaram para o avanço na discussão sobre o tema fiscal dentro do governo. Contudo, o pessimismo do mercado com a trajetória de gastos persiste, e pôde ser visto pelo aumento do dólar para R$ 5,42/US$. Nos EUA, o tom mais restritivo do presidente do Federal Reserve da Filadélfia em discurso, aumentou o sentimento de aversão ao risco por parte dos investidores. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,75% (+8,0bps) e as de 10 anos em 4,28% (+8,0bps). DI jan/25 fechou em 10,7% (alta de 4,7bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,28% (alta de 9bps); DI jan/27 em 11,59% (alta de 8bps); DI jan/29 em 11,95% (alta de 4bps).

No Brasil, o boletim Focus seguiu o movimento de acomodação visto na semana passada para as projeções de inflação. Já para a taxa Selic, em semana de reunião do Copom, o consenso de mercado para o ano corrente subiu de 10,25% para 10,50% – patamar atual da taxa Selic. Desse modo, a grande maioria do mercado espera que o Banco Central pause o ciclo de corte de juros e os mantenha no patamar atual neste ano. Acreditamos que o Copom decidirá pela manutenção da taxa Selic em 10,50% por unanimidade, reiterando o firme compromisso de atingir a meta de inflação no horizonte relevante. Entenda melhor nossa visão no nosso relatório “Esquenta do Copom”, no qual discutimos o impacto do cenário atual para a decisão de taxa Selic do Banco Central do Brasil, que acontecerá na 4ª-feira.

No cenário fiscal, o presidente Lula discutiu a revisão de gastos públicos com a Junta de Execução Orçamentária, destacando a necessidade de cortes que não afetem os mais pobres e propondo medidas para flexibilizar o orçamento.

Na agenda os dados de vendas no varejo e produção industrial dos EUA referentes a maio serão divulgados.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)