31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Relatório Prisma de junho mostram que PIB está avançando, por outro lado o resultado primário teve seu perfil piorado pelos agentes de mercado

Veja os números

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(Brasília-DF, 14/06/2024) Nesta sexta-feira, 14, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda (MF)  divulgou o seu Relatório do Prisma Fiscal de junho que revela melhora das perspectivas de mercado em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A mediana das expectativas dos agentes consultados ficou em R$ 11,535 trilhões ante os R$ 11,525 trilhões de maio. O relatório ainda confirma melhora em relação à arrecadação das receitas federais e receita líquida.

A mais recente estimativa de mercado para a arrecadação das receitas federais aponta para resultado de R$ 2,603 trilhões no ano (ante R$ 2,593 trilhões, em maio). Para a receita líquida do Governo Central, a mediana das projeções aponta valor de R$ 2,127 trilhões em 2024 (diante de R$ 2,120 trilhões, na edição anterior do Prisma).

Os agentes de mercado, por outro lado, pioraram estimativas relativas ao resultado primário. O ano, segundo a mediana verificada pela SPE, deve fechar com um déficit de R$ 79,7 bilhões, enquanto em maio os agentes consultados para a realização deste relatório apontavam um déficit de R$ 76,8 bilhões. A relação DBGG/PIB se manteve praticamente estável em 77,33%.

Quanto ao comportamento da despesa total do Governo Central, a mais recente projeção de mercado aponta que o ano de 2024 deve fechar em R$ 2,207 trilhões (era R$ 2,189 trilhões, em maio). Para o resultado nominal, por sua vez, as projeções apontam para um déficit de R$ 724,091 bilhões frente a R$ 692,678 bilhões, no relatório anterior.

Todos esses valores referem-se à mediana dos dados enviados pelos agentes de mercado que contribuem com a SPE para a elaboração do Prisma Fiscal. Os dados foram coletados até o quinto dia útil do mês.

Curto prazo

O Prisma Fiscal também traz previsões mensais de curto prazo, referentes aos meses de junho, julho e agosto. O relatório mostra, entre outros pontos, que para este mês há estimativa de que a arrecadação das receitas federais alcance R$ 200,002 bilhões (ante R$ 199,138 bilhões, em maio). Melhorou também a projeção para a receita líquida do Governo Central deste mês, agora projetada em R$ 161,028 bilhões (frente a R$ 159,982 bilhões, em maio).

O mercado também se mostrou mais otimista em relação ao comportamento do mercado de trabalho. A nova estimativa é de que a taxa de desemprego encerre junho em 7,7% da força de trabalho (ante 7,94%, na edição anterior do Prisma Fiscal). Também obteve melhora a estimativa em relação à população ocupada do mês: saltou de 100,429 milhões, na coleta de maio, para 100,757 milhões de pessoas na coleta de junho.

Por outro lado, pioraram as projeções para o resultado primário do mês. As mais recentes estimativas apontam para déficit de R$ 40,867 bilhões ante R$ 40,183 bilhões, estimado em maio. Em relação à despesa total, o cálculo mais recente de mercado aponta para a cifra de R$ 202,011 bilhões este mês (ante R$ 200 bilhões, na edição anterior do Prisma Fiscal). Para o resultado nominal, as mais recentes perspectivas apontam para déficit de R$ 91,148 bilhões em junho de 2024, frente a R$ 90,097 bilhões, conforme era estimado em maio.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)