DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços
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(Brasília-DF, 2/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil expectativa, entre outros temas, da pesquisa de serviços do IBGE, PMS- abril 2024, referente ao período.
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Nesta quarta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%). Hoje serão divulgados dados de inflação e a decisão do comitê de política monetária do Federal Reserve (FOMC), na qual é esperada manutenção da taxa de juros e possíveis sinalizações quanto aos próximos passos do banco central. Ontem, a Oracle divulgou bons resultados, e as ações da empresa sobem mais de 8% no pré-mercado.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,5%). Dados de atividade econômica indicaram queda na produção industrial no Reino Unido. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: 0,04%; HSI: -1,3%), após inflação do consumidor no país vir novamente abaixo das expectativas.
Dados de inflação e decisão de política monetária nos EUA agitam os mercados nesta quarta-feira. Pela manhã, atenções voltadas à divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) de maio. A mediana das estimativas indica alta de 0,1% em relação a abril e 3,4% no acumulado dos últimos 12 meses. Já a medida de núcleo deve mostrar aumento de 0,3% na margem e 3,5% na base anual. No período da tarde, o comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve anunciar a manutenção da taxa de juros entre 5,25% e 5,50%. Os agentes de mercado irão repercutir a atualização das principais projeções macroeconômicas do Fed, além da coletiva de imprensa conduzida pelo Presidente Jerome Powell.
IBOVESPA +0,72% | 121.635 Pontos. CÂMBIO +0,07% | 5,37/USD
Ibovespa
Em dia positivo lá fora, com recuo das taxas das Treasuries e da curva de juros doméstica, o índice Ibovespa fechou o pregão de terça-feira em alta de 0,7%, aos 121.635 pontos. Já o dólar fechou o dia em leve alta de 0,2%, cotado a R$ 5,36, com os investidores a espera dos dados de inflação ao consumidor (CPI) dos EUA e decisão de juros pelo Federal Reserve, ambos a serem divulgados hoje.
Na Bolsa, a maior alta do pregão foi puxada por Magazine Luiza (MGLU3: +8,0), papel que tem mostrado bastante volatilidade com a movimentação dos juros nas últimas semanas. Além disso, empresas petrolíferas (PRIO3: +4,3%; RRRP3: +3,5%) subiram também acompanhando a alta no preço do petróleo. Na ponta oposta, Suzano (SUZB3: -1,6%) liderou as quedas em um movimento de ajuste depois de três sessões consecutivas de altas.
Super Clássicos da Bolsa 2024
O Super Clássicos da Bolsa 2024 continua com debates sobre ações da Bolsa para você realizar as melhores decisões nos investimentos, de 10 a 14 de junho. Hoje, a conversa será sobre Rumo (RAIL3) x Santos Brasil (SRNA3), a partir das 18h. Ontem, o duelo foi entre Eneva (ENEV3) e Serena (SRNA3). Assista a todos os debates aqui.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de terça-feira (11) em queda por toda a extensão da curva, com maior intensidade nos vencimentos intermediários. No Brasil, a surpresa altista com os dados do IPCA de maio acabou ficando em segundo plano, e os debates acerca da redução dos gastos pelo governo, aliados ao alívio visto no exterior, permitiram a retirada de prêmios dos ativos locais, após as fortes altas observadas nos últimos dias. Nos Estados Unidos, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos – de 2 anos fecharam em 4,81% (-6,0bps) e as de 10 anos em 4,39% (-8,0bps). Enquanto isso, os agentes seguem atentos aos dados do CPI (índice de preços ao consumidor) nos EUA, bem como a decisão de política monetária conduzida pelo Federal Reserve, banco central americano, ambos a ocorrer nesta quarta-feira (12). DI jan/25 fechou em 10,64% (queda de 4bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 11,2% (queda de 11bps); DI jan/27 em 11,52% (queda de 10bps); DI jan/29 em 11,9% (queda de 5,5bps).
Economia
Conforme divulgado ontem, o IPCA subiu 0,46% em maio contra abril, acima das expectativas (XP: 0,41%; mercado: 0,42%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses passou de 3,69%, para 3,93%. As medidas de inflação subjacente – com destaque aos grupos de serviços – também surpreenderam para cima, e continuam distantes da meta. As enchentes no Rio Grande do Sul afetaram significativamente o IPCA local em maio. O subíndice regional saltou 0,87% em comparação a abril, sobretudo devido à elevação nos preços de alimentação no domicílio. De forma geral, os resultados do IPCA corroboram nosso cenário de manutenção da taxa Selic em 10,50% na próxima reunião do Copom. Nossa projeção para o IPCA de 2024 – atualmente em 3,7% – tem viés de alta.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)