DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, sem novos índices, o mercado avaliando o que já se viu
Veja os números
(Brasília-DF, 06/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontado que os mercados globais estão em alta e no Brasil não haverá divulgação de índices importantes e o mercado refletindo sobre o que já viu.
Veja mais:
Nesta quinta-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em alta (S&P 500: 0,02%; Nasdaq 100: 0,1%) após o índice S&P 500 fechar o pregão de ontem em sua máxima histórica. O mercado aguarda dados de emprego divulgados ao longo dessa semana, que poderão dar pistas sobre os próximos passos da política monetária.
Na Europa, as bolsas operam em alta (Stoxx 600: 0,8%) e os índicesse aproximam das máximas históricas, no aguardo de um corte de juros pelo Banco Central Europeu na reunião de hoje. Na China, as bolsas fecharam mistas (CSI 300: -0,1%; HSI: 0,3%).
Economia
Dados de atividade econômica e mercado de trabalho mostraram sinais mistos nos Estados Unidos. O índice de gerentes de compras do Institute for Supply Management (ISM) mostrou uma alta relevante da atividade no setor de serviços, marcando o maior nível desde agosto do ano passado. Por outro lado, o relatório mensal da ADP mostrou que os empregos no setor privado subiram apenas 152 mil no mês passado, menor número desde janeiro e abaixo das expectativas dos economistas. O mercado de trabalho parece estar se reequilibrando, mas os dados de emprego a serem divulgados na sexta-feira serão fundamentais para confirmar essa percepção.
IBOVESPA -0,32% | 121.407 Pontos. CÂMBIO +0,23% | 5,30/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda ontem, aos 121,407 pontos (-0,3%). O dia foi marcado pelo relatório ADP nos Estados Unidos, que ficou abaixo do consenso, renovando expectativas de um corte de juros no país, e impulsionando os mercados globais.
O principal destaque negativo na Bolsa brasileira foi Petz (PETZ3. -4,3%) devido à incerteza pelo mercado em relação ao processo de fusão com a Cobasi. O destaque positivo da sessão foi Sabesp (SBSP3, +4,5%) após novas notícias sobre a privatização da empresa.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de quarta-feira com abertura por toda a extensão da curva, mas mais acentuada nos vértices curtos e intermediários. A razão por trás da abertura da curva é a interpretação dos investidores de que o ciclo de cortes da Selic terminou. Esse posicionamento se baseia na deterioração das expectativas de inflação, atrelada ao câmbio elevado, que encerrou o dia em R$ 5,29.
Nos EUA, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,72% (-5,0bps) e as de 10 anos em 4,29% (-4,0bps). DI jan/25 fechou em 10,465% (alta de 5,9bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,93% (alta de 9bps); DI jan/27 em 11,26% (alta de 6bps); DI jan/29 em 11,67% (alta de 1bps).
No Brasil, tivemos divulgação de dados da produção industrial, que mostrou queda de 0,5% em relação ao mês anterior. Apesar disso, a abertura foi considerada positiva, com bens de capital mostrando forte expansão. Destacamos ainda a publicação de nosso relatório Brasil Macro Mensal, no qual apontamos que o Copom deve manter os juros inalterados na próxima reunião para reavaliar os próximos passos.
Na agenda do dia, o principal evento é a decisão de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE), o qual se espera que inicie o movimento de cortes de juros. No entanto, devido às incertezas no cenário internacional, é pouco provável que o BCE se comprometa com cortes adicionais, mantendo uma postura mais cautelosa. Nos Estados Unidos, destaque para divulgação de dados de pedidos de auxílio desemprego, que podem apontar para uma moderação do mercado de trabalho.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)