31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação da prévia do PIB, o IBC-Br

Veja os números

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Mercados globais em queda

( reeditado) 

(Brasília-DF, 04/06/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil o destaque é para divulgação do PIB do primeiro trimestre pelo IBGE.

Veja mais:

Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos abrem em queda (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -0,5%), após dados piores da indústria e deterioração do sentimento do mercado.

Na Europa, as bolsas operam em queda (Stoxx 600: -0,7%), no aguardo de um corte de juros pelo Banco Central Europeu na reunião dessa semana.

Na China, as bolsas fecharam em alta (CSI 300: 0,8%; HSI: 0,2%), dando sequência ao movimento de crescimento após dados indicarem melhora no setor industrial em maio.

Economia

Nos EUA, o índice ISM Industrial caiu para 48,7 em maio de 2024, indicando contração na atividade manufatureira, com produção estável, mas demanda fraca.

IBOVESPA -0,05% | 122.032 Pontos.  CÂMBIO -0,29% | 5,23/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em leve queda ontem, pela quarta sessão consecutiva, aos 122,032 pontos (-0,1%). O dia foi marcado pelas divulgações do PMI e ISM de manufatura nos EUA, referentes ao mês de maio, que recuaram, o que pesou no sentimento do mercado em relação à economia americana em meio a uma inflação persistente.

Os principais destaques negativos na Bolsa brasilera foram as ações do setor de mineração e siderurgia, como CSN (CSNA3, -3,0%), Gerdau (GGBR4, -2,9%), e Vale (VALE3, -2,1%), após o preço do minério de ferro fechar em queda de 2,7% na China – a menor cotação desde 16 de abril deste ano. Os principais destaques positivos foram Pão de Açúcar (PCAR3, +7,3%) e Hypera (HYPE3, +5,4%), após um movimento técnico de recuperação.

Para o pregão desta terça-feira, teremos a divulgação do PIB do 1º trimestre e, globalmente, JOLTS de abril nos EUA, e PMI Caixin de serviços de maio na China.

Renda Fixa

Os juros futuros encerraram a sessão de segunda-feira com um leve fechamento por toda a extensão da curva, aliviado pelo cenário externo. Domesticamente, os números divulgados no Boletim Focus trouxeram um pessimismo maior com a economia brasileira, por meio de expectativas de inflação e taxa Selic maiores para 2024 e 2025. Por outro lado, dados de PMI e ISM industriais dos EUA apontaram encolhimento acima do esperado pelo consenso, o que abriu espaço para o mercado voltar a precificar o ciclo de cortes de juros começando em setembro. Por lá, os rendimentos das Treasuries – títulos soberanos americanos – de 2 anos fecharam em 4,82% (-7,0bps) e as de 10 anos em 4,41% (-10,0bps). DI jan/25 fechou em 10,38% (queda de 1,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,78% (queda de 1bps); DI jan/27 em 11,13% (queda de 1bps); DI jan/29 em 11,6% (queda de 2bps).

Mercados globais

No Brasil, o boletim Focus mostrou maiores projeções para a taxa Selic e inflação, com expectativas de inflação para 2026 aumentando de 3,58% para 3,60%, e para 2025, de 3,75% para 3,77%, refletindo incertezas domésticas; as projeções para a Selic subiram para 10,25% em 2024 e 9,18% em 2025, sem alterações no PIB e na taxa de câmbio.

Na agenda de hoje, destaque para a divulgação do PIB do 1º trimestre, com previsão de crescimento nos setores de Agropecuária, Serviços e Indústria, segundo o cálculo do lado da oferta.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)