DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação do IPCA-15
Veja os números
(Brasília-DF, 28/05/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil expectativa da divulgação do IPCA-15, após o relatório Focus indicar um pouco mais de inflação no ano.
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Mercados globais
Nesta terça-feira, os futuros nos Estados Unidos operam em alta (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100:0,3%) após o feriado de Memorial Day. Nesta semana, são aguardados dados de atividade econômica e inflação.
Na Europa, as bolsas operam mistas, e o índice pan-europeu se retrai (Stoxx 600: -0,2%), e o mercado permanece atento às sinalizações para um possível corte de juros em junho pelo Banco Central Europeu. Na China, as bolsas fecharam em queda (CSI 300: -0,7%; HSI: -0,03%).
IBOVESPA +0,15% | 124.496 Pontos. CÂMBIO +0,12% | 5,17/USD
Ibovespa
Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em alta, aos 124.496 pontos (+0,2%). O mercado evitou uma sétima queda consecutiva em um dia marcado por baixa liquidez, devido ao feriado do Memorial Day nos EUA, e por uma cautela por investidores em relação a dados de inflação, como o deflator dos gastos de consumo (PCE), a ser divulgado na sexta-feira e referente ao mês de abril.
O principal destaque positivo foi a Petrobras (PETR3, +1,0%; PETR4, +1,1%), acompanhando a valorização do preço do Brent, impulsionada por renovadas tensões no Oriente Médio. Com a queda dos juros futuros na sessão, papéis mais cíclicos foram impulsionados, como CVC (CVCB3, +3,4%) e Pão de Açúcar (PCAR3, +2,5%). O destaque negativo foi Yduqs (YDUQ3, -4,0%), seguindo um movimento de realização após a empresa ter estabelecido uma projeção de longo prazo para os principais itens do seu balanço em seu Investor Day.
Renda Fixa
Os juros futuros encerraram a sessão de ontem com fechamento por toda a extensão da curva. O destaque do dia foi a fala de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, no qual reconheceu que as expectativas de inflação se elevaram, e que a credibilidade do BC contribuiu com a piora. Contudo, também ressaltou o caráter técnico das decisões de juros do Copom e que as expectativas de inflação tornarão a cair. O pronunciamento de Campos Neto foi considerado menos restritivo pelo mercado, que mesmo aguardando a divulgação dos dados do IPCA-15 nesta terça-feira, já iniciou o movimento de diminuição da precificação de risco na curva de juros. DI jan/25 fechou em 10,37% (queda de 3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 10,74% (queda de 10bps); DI jan/27 em 11,045% (queda de 10,5bps); DI jan/29 em 11,48% (queda de 9bps).
Economia
Indicadores econômicos relevantes serão publicados no Brasil. No centro das atenções, o IPCA-15 de maio (prévia da inflação mensal) deve mostrar aceleração. A mediana das estimativas de mercado aponta para elevação de 0,47% em comparação a abril, enquanto a XP prevê aumento de 0,51%. O indicador subiu 0,21% na leitura anterior. Os efeitos das chuvas no Rio Grande do Sul tendem a ser modestos nessa divulgação. A agenda doméstica também inclui a publicação do resultado primário do governo central referente a abril.
Ontem, o boletim Focus do Banco Central mostrou expectativas de inflação ainda mais distantes da meta de 3,0%. Para o ano corrente, a mediana das projeções de mercado subiu de 3,80% para 3,86%, possivelmente refletindo os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul. O consenso para 2025 aumentou marginalmente, de 3,74% para 3,75%, enquanto a previsão para 2026 atingiu 3,58%, após ter ficado em 3,50% desde o início de julho de 2023.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)