31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais impactado pelo feriado nos EUA enquanto no Brasil atenção para IPCA-15 nesta terça-feira

Veja os números

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Mercados europeus em alta

(Brasília-DF, 27/05/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta na Europa pois o mercado está fechado nos EUA, enquanto no Brasil o mercado está atento a vários índices ao longo da semana. Hoje, BC divulga dados mas nesta terça-feira será dia de IPCA-15.

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Nesta segunda-feira, os mercados permanecem fechados nos Estados Unidos devido ao feriado de Memorial Day. O evento impacta a liquidez ao redor do mundo, que fica reduzida.

Na Europa, as bolsas operam em alta, com leve avanço do índice pan-europeu (Stoxx 600: 0,1%), enquanto a Bolsa do Reino Unido fica fechada devido ao feriado bancário. Na China, as bolsas fecharam em forte alta (CSI 300: 1,0%; HSI: 1,2%) após dados fortes da indústria e redução da taxa de hipotecas.

Na agenda internacional, os principais dados da semana se concentrarão na sexta-feira. Na Europa, será divulgada a leitura preliminar da inflação ao consumidor referente a maio. Nos EUA, será publicado o deflator dos gastos de consumo (PCE deflator, em inglês) referente a abril.

Na quarta-feira, será divulgado o Livro Bege nos EUA. Além disso, teremos a segunda leitura do PIB dos EUA do primeiro trimestre na quinta-feira. Por fim, diversos dirigentes de bancos centrais de países desenvolvidos falarão publicamente ao longo da semana, incluindo Fed nos EUA, BCE na Europa, e Banco da Inglaterra no Reino Unido.

IBOVESPA -0,34% | 124.306 Pontos.   CÂMBIO +0,25% | 5,17/USD

Ibovespa

O Ibovespa teve sua pior semana desde março de 2023, caindo 3,0% em reais e 3,8% em dólares, fechando aos 124.306 pontos.

Globalmente, os destaques da semana foram a ata da reunião do Federal Reserve de 1º de maio, divulgada na quarta-feira e interpretada como mais dura, e o PMI composto americano, divulgado na quinta-feira, que atingiu seu maior nível dos últimos 25 meses, enquanto as expectativas eram de um leve recuo. Ambos os dados pressionaram mercados globais, apesar de um balanço do 1T24 positivo pela Nvidia, divulgado na quarta-feira e que impulsionou o índice Nasdaq a mais um recorde histórico.

No Brasil, o foco foi na projeção da taxa Selic e dados de inflação maiores que o esperado no Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, indicando uma deterioração do macro doméstico e reforçando o tom mais duro da ata da última reunião do Copom, divulgada no dia 14.

A maior alta da semana foi Yduqs (YDUQ3, +5,7%), após a empresa estabelecer uma projeção de longo prazo para os principais itens do balanço em seu Investor Day (leia a nossa análise aqui).

 

Por outro lado, a maior queda da semana foi Magazine Luiza (MGLU3, -17,0%), após o governo federal afirmar que irá vetar a taxação de compras internacionais de até US$ 50, mas está aberta a discussão. Clique aqui para acessar o Resumo semanal da Bolsa.

Renda Fixa

No comparativo semanal, os juros futuros encerraram em movimento de alta, com destaque para a forte alta dos vértices intermediários. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2026 e 2034 saiu de 109,3 pontos-base na sexta-feira passada para 93,5 pontos na última semana. A curva, portanto, apresentou nova diminuição na inclinação.

A semana teve como centro das atenções o cenário fiscal brasileiro, que mesmo com forte arrecadação por parte do governo em abril, levou a uma nova precificação de risco na curva de juros. Nos Estados Unidos, a aceleração do PMI de manufatura corroborou com discursos mais restritivos de membros do Federal Reserve de que a economia americana está aquecida, aumentando a incerteza acerca de cortes de juros por lá. DI jan/25 fechou em 10,42% (alta de 5,1bps no comparativo semanal); DI jan/26 em 10,85% (alta de 19bps); DI jan/27 em 11,15% (alta de 14,5bps); DI jan/29 em 11,57% (alta de 6,8bps); DI jan/34 em 11,78% (alta de 3,2bps).

Economia

Publicado na sexta-feira pelo banco central , a conta corrente brasileira apresentou déficit maior do que o esperado em abril (efetivo: US$ 2,5 bilhões; XP: US$ 1,2 bilhões; mercado: US$ 1,4 bilhões). No lado da conta financeira, os ingressos líquidos de IDP acumulados em 12 meses atingiram US$ 67,2 bilhões em abril (3,0% do PIB). Também no Brasil, o Índice de Confiança do Consumidor da FGV caiu consideravelmente para 89,2 pontos em maio, de 93,2 pontos em abril. O Índice da Situação Atual permaneceu em 80,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas recuou 6,7 pontos, para 95,5. Publicado na última sexta-feira nos EUA, as novas encomendas de bens duráveis ​​nos Estados Unidos aumentaram 0,7% em abril em relação ao mês anterior, acima das expectativas do mercado, de uma redução de 0,8%.

No Brasil, o destaque será a publicação do IPCA-15 de maio na terça-feira. Além disso, haverá divulgações de indicadores relevantes sobre mercado de trabalho, com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) na terça-feira e a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) na quarta-feira – ambos os dados referentes a abril. Por fim, as estatísticas fiscais do setor público consolidado do último mês serão publicadas na sexta-feira pelo Banco Central.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)