31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Pesquisa do IBGE sobre vacinação aponta que 38,6% das pessoas que iniciaram o esquema vacinal não haviam tomado todas as doses recomendadas; chama atenção que 25,7% não consideram a vacina necessária

Veja os números

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(Brasília-DF, 24/05/2024) Na manhã desta sexta-feira, 24, chamou atenção na divulgação os dados do módulo sobre covid-19 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua, realizada em convênio com o Ministério da Saúde o perfil das pessoas que por algum motivo não se vacinaram.

Mais da metade das pessoas que não tomaram todas as doses recomendadas alegam falta de tempo, esquecimento ou não acham necessário

A pesquisa investigou também os motivos pelos quais 38,6% das pessoas de 5 anos ou mais de idade que iniciaram o esquema vacinal não haviam tomado todas as doses recomendadas. Os principais motivos alegados foram “por esquecimento ou falta de tempo” (29,2%), seguido por “não acha necessário, tomou as doses que gostaria e/ou não confia na vacina” (25,5%), que, juntos, representaram 54,7% do grupo em questão. Motivações como “está aguardando ou não completou o intervalo para tomar a próxima dose” (17,5%) e “medo de reação adversa ou teve reação forte em dose anterior” (16,5%) também foram frequentes.

84,3% das crianças e adolescentes vacinadas tomaram pelo menos duas doses da vacina

Entre as pessoas de 5 a 17 anos de idade vacinadas contra a covid-19, 84,3% tinham tomado pelo menos duas doses do imunizante até o primeiro trimestre de 2023, sendo o esquema vacinal primário completo o mais comum: 50,5% tinham duas doses e 33,8% tinham 3 doses ou mais.

Quase 77% dos adultos vacinados tomaram três doses ou mais da vacina

Entre os adultos, o esquema vacinal com alguma dose de reforço se mostrou majoritário, com 76,9% das pessoas de 18 anos ou mais com, pelo menos, três doses de imunizante contra a covid-19. Esse percentual variou conforme a Grande Região: 64,5% no Norte; 67,0% no Centro-Oeste; 73,4% no Sul; 78,5% no Nordeste; e 81,2% na Sudeste. “Cabe lembrar que a imunização dos adultos se iniciou pelo grupo de idosos e de prioritários. Por conta disto, muitas pessoas que seguiram as recomendações vacinais no tempo adequado já estavam com quatro ou mais doses no primeiro trimestre de 2023, alcançando 42,4% dos adultos”, destaca a analista da pesquisa.

Percentual de não vacinados foi maior entre crianças e adolescentes

Já as pessoas que não haviam tomado vacina até o momento da pesquisa representaram 5,6% da população de 5 anos ou mais. O grupo mais jovem foi o que teve uma proporção maior de não vacinados: 14,8% do total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade. Esse percentual foi maior nas regiões Norte e Centro-Oeste, com 23,0% e 22,4%, respectivamente. Entre os adultos, 3,4% deles não se vacinaram, proporção que alcançou 7,4% na Região Norte.

Medo de reação adversa ou de injeção foi principal motivo para não tomar vacina

Entre as pessoas de 5 anos ou mais não-vacinadas até o primeiro trimestre de 2023, mais de um terço (33,7%) alegou ter “medo de reação adversa ou de injeção”, 26,3% disseram “não confiar ou não acreditar na vacina”, 24,2% responderam “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” e 5,1% alegaram motivos de “recomendação por profissional de saúde”.

Entre as crianças e adolescentes, o “medo de reação adversa ou de injeção” correspondeu ao maior percentual (39,4%), seguido por “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (21,7%) e “não confia ou não acredita na vacina” (16,9%). “No caso das crianças e adolescentes, é possível que tal decisão tenha sido dos pais ou responsáveis”, ressalta Rosa.

Entre os adultos, o motivo mais citado foi “não confia ou não acredita na vacina” (36,0%). Mostraram-se também importantes as alegações: “medo de reação adversa ou de injeção” (27,8%) e “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” (26,7%).

Percentual de internados por covid-19 foi maior entre os não vacinados

Para quem teve ou considera que teve covid-19, também foi perguntado sobre a ocorrência de sintomas na primeira vez, ou única, em que tiveram a doença: 89,7% tiveram sintomas, enquanto 10,0% foram assintomáticos. Adicionalmente, 4,2% das pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid-19, além de apresentar sintomas, precisaram ser internadas.

“É possível ainda relacionar a ocorrência de internação com a vacinação, lembrando que o objetivo da imunização é a proteção contra a forma grave da doença. Nesse sentido, verifica-se que, entre os não vacinados, o percentual de internados foi maior do que entre os vacinados”, pontua a analista.

Entre as pessoas que não haviam tomado nenhuma dose da vacina quando tiveram ou consideram que tiveram covid-19 pela primeira ou única vez, 5,1% precisaram ser internadas; entre as que haviam tomado uma dose, 3,9% precisaram ser internadas; e entre as que haviam tomado duas doses ou mais, 2,5% precisaram ser internadas.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)