31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil avaliação dos índices e Ata do Copom

Veja os números

Publicado em
Mercados em leve alta

(Brasília-DF, 06/02/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão leve alta e no Brasil, mercado calmo, avaliando os índices como a Ata do Copom.

Veja mais:

Nesta terça-feira, os mercados operam em leve alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,2%), após queda motivada pela redução da probabilidade de cortes de juros nas próximas reuniões. Hoje, a farmacêutica Lilly e a montadora Ford divulgam seus resultados do 4° trimestre de 2023.

Na Europa, os mercados operam mistos, enquanto o índice pan-europeu permanece estável (Stoxx 600: 0,0%). A petroleira BP (que faz parte da nossa carteira top 10 ações internacionais) sobe cerca de 5% após a divulgação dos resultados, com guidance forte e aumento das recompras.

Na China, os índices fecharam em alta (CSI 300: 3,5%; HSI: 4,0%), com o anúncio de uma série de medidas do governo para melhorar o sentimento de mercado após a queda recente, motivada pela falta de estímulos para a atividade econômica.

Economia

O índice S&P PMI de Serviços dos EUA aumentou de 50,9 pontos em dezembro para 52,0 pontos em janeiro e os dados desagregados sugerem que a atividade no setor de serviços permanece resiliente. Divulgado hoje, o PMI da Construção da zona euro caiu ainda mais, de 43,6 pontos em dezembro para 41,3 pontos em janeiro. Além disso, as vendas no varejo registraram queda mensal de 1,1% em dezembro. No Reino Unido, o índice PMI da Construção melhorou de 46,8 para 48,8, embora permaneça em território contracionista (abaixo de 50). No geral, os dados das economias europeias continuam a apontar para uma atividade econômica fraca.

IBOVESPA +0,32% | 127.593 Pontos.   CÂMBIO +0,26% | 4,98/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em leve alta na segunda-feira, aos 127.592 pontos (+0,3%). No domingo, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), reiterou comentários feitos na última reunião do banco central de cautela em relação a cortes de juros. Nesta semana, o mercado aguarda positivamente o resultado de bancos, que apresentam seus balanços do quatro trimestre de 2023.

Os principais movimentos ontem foram (SOMA3, -6,7%) e (ARRZ3, -5,5%) após confirmação da fusão, e com investidores precificando os papéis após anúncio de que investidores da ARRZ3 teriam 55% da participação da nova empresa, enquanto detentores de SOMA3 teriam 45%. Do outro lado da ponta, Itaú (ITUB4, +1,9%) subiu com expectativa do resultado, e acabou reportando acima do consenso. Veja todos os resultados do 4º trimestre de 2023.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam o pregão perto da estabilidade. Após a elevação relevante dos rendimentos (yields) dos títulos públicos norte-americanos (Treasuries), os agentes financeiros encontraram espaço para aumentar as suas posições aplicadas, afastando as taxas das máximas registradas no pregão. A percepção de uma atividade econômica forte nos Estados Unidos foi reforçada por indicadores na segunda-feira e, por consequência, gerou discussões acerca de uma taxa neutra mais elevada no país, o que provocou um ajuste altista nos juros globais e locais. DI jan/25 fechou em 9,97% (-1bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,71% (+1bps); DI jan/27 em 9,87% (+1bps); DI jan/29 em 10,305% (+0,5bps).

No Brasil, a conta corrente registrou déficit de US$ 5,8 bilhões em dezembro de 2023 (XP: -US$ 6,0 bilhões; Consenso: -US$ 7,3 bilhões). O saldo em transações correntes encerrou 2023 em -US$ 28,6 bilhões (-1,32% do PIB), vindo de -US$ 48,3 bilhões em 2022 (-2,47% do PIB). Pelo lado da conta financeira, os ingressos líquidos de IDP despencaram em dezembro, para -US$ 0,4 bilhão, significativamente abaixo das expectativas (XP: US$ 5,2 bilhões; consenso: US$ 5,5 bilhões). O IDP totalizou US$ 62,0 bilhões em 2023 (2,85% do PIB), abaixo do patamar registrado em 2022 (US$ 74,6 bilhões ou 3,82% do PIB).

Hoje, a agenda econômica está relativamente calma. No Brasil, destaque para a ata da reunião de janeiro do Copom que será publicada esta manhã. Além disso, membros de bancos centrais dos países desenvolvidos falarão publicamente hoje, incluindo Loretta Mester (Fed) e Tiff Macklem (Banco do Canadá).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)