31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil, mercado ainda avaliadno a última PNAD contínua e o comunicado do Copom

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 01/02/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil o Mercado atento ao que a PNAD contínua entregou e ao comunicado do BC sobre o primeiro Copom do ano.

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Mercados globais

Nesta quinta-feira, os mercados operam em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,6%). Hoje, são aguardados os resultados de Apple, Amazon e Meta.

Na Europa, os mercados operam mistos, com o índice pan-europeu em leve queda (Stoxx 600: -0,1%) após dados de inflação da Zona do Euro apontarem queda menor que a antecipada no núcleo. Hoje, o Banco da Inglaterra toma sua decisão de juros, e apesar de uma manutenção ser amplamente esperada, o mercado fica atento para sinalizações. Na China, os índices fecharam em alta (CSI 300: 0,1%; HSI: 0,5%), após dados de atividade econômica virem mais fortes que o esperado.

Economia

O Fed, banco central dos EUA, manteve as suas taxas de juros de referência entre 5,25% e 5,50%, como amplamente esperado. O Fed sinalizou que o início dos cortes de juros acontecerá quando o comitê de política monetária “ganhar maior confiança de que a inflação está evoluindo de forma sustentável para 2%”. Entendemos que a decisão e a comunicação de ontem parecem consistentes com o nosso cenário de que a Fed iniciará um ciclo de flexibilização gradual, com um corte de 0,25 p.p. na taxa básica de juros em sua decisão de maio.

Hoje, o destaque é a decisão do banco central da Inglaterra, que também deve manter seus juros estáveis em patamar elevado.

Na América Latina, Chile, Colômbia e Brasil cortaram os juros ontem.

IBOVESPA +0,28% | 127.752Pontos.  CÂMBIO -0,08% | 4,94/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou em leve alta ontem, aos 127.752 pontos (+0,3%), acumulando queda de 4,8% em janeiro. O desempenho foi influenciado, principalmente, por uma piora no cenário macro global, com diminuição nas expectativas de corte de juros pelo banco central norte-americano em março. No cenário doméstico, destaque para ruídos políticos envolvendo a Vale, empresa com o maior peso no índice.

Os principais movimentos de quarta-feira foram de ações do grupo Soma (SOMA3, +16,8%) e Arezzo (ARZZ3, +12,1%), impulsionadas por notícia de uma possível fusão. Do outro lado da ponta, RaiaDrogasil (RADL3, -3,6%) foi afetada por uma recomendação negativa de um banco de investimentos.

No mês, o destaque positivo foi para as petroleiras (+5,4%), principalmente a Petrobras (PETR4, +8,3%; PETR3, +7,7%). O setor foi impulsionado pelo aumento nos preços do petróleo devido a eventos geopolíticos (tensões em curso no Mar Vermelho; ataques ucranianos a refinarias russas de petróleo). O destaque negativo foi para setores cíclicos como construção civil (-17,0%) e educação (-16,1%), com a piora no macro global levando a juros mais altos. A grande perda do mês foi da GOL (GOLL4, -68,8%) que oficialmente declarou falência nos EUA, e deixou de fazer parte do Ibovespa.

No Raio-XP da Bolsa deste mês, nós exploramos dois fatores que são a “combinação ideal” para o Ibovespa: revisão de lucros para cima e valuation descontado. Além disso, atualizamos nossas carteiras recomendadas. Confira aqui.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam o pregão em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em linha com os rendimentos (yields) dos títulos públicos norte-americanos (Treasuries). Após (i) o Federal Reserve (Fed) ter mantido os juros inalterados; e (ii) o Jerome Powell, presidente da instituição, ter declarado que um corte em março é “improvável”, as taxas locais se afastaram dos menores níveis registrados no dia e acabaram fechando a sessão em níveis leves de queda. DI jan/25 fechou em 9,985% (0bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,66% (-3,5bps); DI jan/27 em 9,79% (-7,5bps); DI jan/29 em 10,235% (-8,5bps).

No Brasil, os dados da Pnad do IBGE continuaram mostrando o mercado de trabalho bem aquecido. Além disso, o Copom realizou o amplamente esperado corte de 0,50 p.p. na taxa Selic, elevando a taxa básica para 11,25%. O comunicado pós-reunião quase não foi alterado, repetindo que “os membros do Comitê preveem, por unanimidade, novas reduções da mesma magnitude nas próximas reuniões”. Assista à análise dos experts aqui.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)