31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil atenção para reunião do Copom

Veja os números

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 31/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em queda e no Brasil atenção para divulgação da reunião do Copom do BC.

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Mercados globais

Nesta quarta-feira, os mercados operam em queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,5%; Nasdaq 100: -1,2%). Ontem, foram divulgados os resultados de Microsoft e Alphabet (empresa mãe do Google), e apesar de números majoritariamente positivos, as ações das companhias caem, puxando para baixo os índices com a surpresa de baixa magnitude.

Na Europa, os mercados operam mistos, com o índice pan-europeu em estabilidade (Stoxx 600: 0,0%). Empresas da região, como Novo Nordisk (a empresa mais valiosa da Europa), Santander e H&M, divulgam resultados do quarto trimestre. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -0,9%; HSI: -1,4%), com o índice de Xangai caindo para a mínima histórica após dados fracos de atividade econômica.

Economia

O FMI revisou para cima suas estimativas para o crescimento global de 2024 em função de um maior crescimento esperado de Estados Unidos e China. No entanto, o crescimento ainda deve ficar abaixo da média da década anterior. A inflação, por sua vez, não teve mudanças de projeção, mas agora a expectativa é de queda maior nos países desenvolvidos, enquanto mercados emergentes devem ter uma média mais alta puxada por Argentina.

Nos EUA, o relatório JOLTS continuou mostrando um mercado de trabalho relativamente estável, com o nível de contratações ainda acima da média histórica e o nível de oferta de empregos por desempregado sem mudanças.

Na China, dados de atividade do índice de gerente de compras (PMI) mostraram pequeno ganho em janeiro tanto na indústria quanto nos serviços, levando o PMI composto a seu maior nível em quatro meses.

IBOVESPA -0,86% | 127.402 Pontos.   CÂMBIO -0,02% | 4,94/USD

Ibovespa

O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda de 0,9%, aos 127.402 pontos. O desempenho levemente negativo decorre da cautela do mercado em relação às decisões de juros no Brasil e, principalmente, nos EUA, que ocorrerão hoje. Além disso, as ações da Vale (VALE3), papel com maior peso no índice, caíram 0,6% devido à queda do preço de minério de ferro no dia, puxando o Ibovespa para baixo.

A maior alta na terça-feira veio com Suzano (SUZB3; +2,6%), que tenta se recuperar das quedas consecutivas na semana. Do lado negativo, Gol (GOLL4; -27,0%) encerrou seu último pregão como participante do Ibovespa com forte queda, ainda em decorrência da recuperação judicial nos EUA.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam o pregão em alta, na véspera das decisões de política monetária pelo Federal Reserve (Fed) e pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom). Enquanto os agentes aguardam por novas pistas a respeito da direção das taxas de juros no curto prazo, os dados de emprego nos Estados Unidos ficaram novamente acima das expectativas do mercado. Por consequência, houve redução tanto das expectativas de um corte de juros pelo Fed em março, quanto do apetite dos investidores estrangeiros por ativos em mercados emergentes. DI jan/25 fechou em 10% (3bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,715% (6bps); DI jan/27 em 9,895% (6bps); DI jan/29 em 10,355% (6bps).

No Brasil, os dados do Caged mostraram uma destruição 430,2 mil vagas de emprego em dezembro. Entretanto, os dados dessazonalizados, segundo metodologia própria, indicam que a criação caiu a 55 mil, de 65 mil do ano passado, em linha com uma desaceleração do mercado de trabalho.

Na agenda do dia, destaque para as decisões de política monetária do FOMC (Estados Unidos) e do Copom (Brasil), onde se espera a manutenção das taxas atuais e uma redução de 50 pontos base, respectivamente. As atenções estarão voltadas aos comunicados pós-decisão, que devem indicar os próximos passos da política monetária nesses países. Destaque ainda para a divulgação dos dados de desemprego no Brasil, de criação de empregos no setor privado (ADP) nos EUA e de inflação na Alemanha.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr. )