DESTAQUES DO DIA: Mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para divulgação do Novo Caged
Veja os números
(Brasília-DF, 30/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil deverá ser divulgado os números do Novo Caged.
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Nesta terça-feira, os mercados operam em leve queda nos Estados Unidos (S&P 500: -0,1%; Nasdaq 100: -0,1%), na expectativa da divulgação de resultados, nesta que é a semana mais cheia da temporada. Hoje, Microsoft, Alphabet (empresa mãe do Google), AMD e Pfizer são algumas das companhias a divulgar resultados. O mercado também aguarda a decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central norte-americano, amanhã. O petróleo permanece volátil após ataques de grupos ligados ao Irã vitimarem três soldados americanos na Jordânia, e os EUA prometerem retaliação.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,3%), após dados preliminares de PIB indicarem que a economia da Zona do Euro por pouco evitou uma recessão técnica, ficando estagnada no quarto trimestre. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -1,8%; HSI: -2,3%) após o anúncio da liquidação da incorporadora Evergrande, companhia em crise desde 2021.
IBOVESPA -0,36% | 128.503 Pontos. CÂMBIO +0,69% | 4,94/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em leve queda ontem, aos 127.853 pontos (-0,4%). O mercado aguarda a “Superquarta”, que terá decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, além de dados do mercado de trabalho norte-americano (payroll).
O principal movimento negativo foi das ações da Gol (GOLL4, -33,6%), após a empresa comunicar que a Justiça norte-americana aceitou interinamente o pedido de empréstimo Debtor-in-Possession (DIP), uma modalidade de crédito específica para empresas em situação financeira difícil. Já os papéis do Assaí (ASAI3, +4,8%) foram destaque positivo, voltando perto da máxima do mês, de R$ 14,70, após movimento técnico. A alta foi uma exceção dentro do setor de varejo, que ficou negativo em meio à valorização dos juros futuros.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam o pregão em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva, em um movimento oposto ao dos rendimentos (yields) dos títulos públicos norte-americanos (Treasuries). Após a queda das taxas nos últimos dias, os agentes financeiros apontam que há espaço para uma recomposição de prêmios nos juros locais, uma vez que o IPCA-15, divulgado na última sexta-feira (26), expôs uma pressão mais acentuada da inflação subjacente. DI jan/25 fechou em 9,975% (+2,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,665% (+5bps); DI jan/27 em 9,835% (+5bps); DI jan/29 em 10,28% (+5,5bps).
Economia
No Brasil, o resultado primário do governo central de dezembro registrou o pior número para o mês na série histórica: déficit de R$ 116,1 bilhões. O saldo foi muito afetado por efeitos não recorrentes. No entanto, mesmo excluindo esses efeitos, notamos que ainda haveria um déficit muito pior do que o resultado de dezembro de 2022. Acreditamos que as medidas recém-aprovadas para aumentar as receitas devem ter efeito positivo, mas não o suficiente para atingir a meta de déficit zero em 2024. Além disso, publicamos nosso relatório “Esquenta do Copom”, no qual esperamos que a autoridade monetária reduza a taxa Selic em 0,50 p.p., para 11,25% a.a. Na Zona do Euro, a atividade da região vem mostrando sinais de fraqueza, podendo abrir espaço para cortes de juros mais cedo pelo Banco Central Europeu (BCE).
Na agenda de hoje, indicadores de emprego serão divulgados no Brasil (Caged) e nos Estados Unidos (JOLTS). No campo doméstico, estimamos destruição líquida de 365 mil vagas em dezembro (tendo em vista a sazonalidade bastante negativa), mas um total de 1,5 milhão de vagas criadas em 2023. Na China, destaque para a publicação das sondagens PMI de janeiro (pesquisas com empresas que servem como termômetros para a economia do país).
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)