DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação do Copom na quarta-feira
Veja os números
(Brasília-DF, 29/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para divulgação do Copom na quarta-feira.
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Mercados globais
Nesta segunda-feira, os mercados apresentam alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,2%), na expectativa de divulgação de resultados na semana mais cheia da temporada. Nos próximos dias, o comitê de política monetária do Federal Reserve também se reúne, e espera-se que dê alguma pista sobre próximos passos e chances de cortes nas próximas reuniões. No domingo, ataques de grupos ligados ao Irã vitimaram três soldados americanos na Jordânia. A promessa de retaliação por parte dos EUA e a escalada de tensões na região causou alta de cerca de 0,6% no petróleo.
Na Europa, os mercados operam mistos, e o índice pan-europeu permanece estável (Stoxx 600: 0,0%). Na China, os índices fecharam mistos (CSI 300: -0,9%; HSI: 0,8%). A negociação de ações da Evergrande foi suspensa, após um tribunal de Hong Kong ordenar a liquidação da companhia, em crise desde 2021.
IBOVESPA +0.62% | 128.967 Pontos. CÂMBIO -0,26% | 4,91/USD
Ibovespa
O Ibovespa teve uma recuperação após 3 semanas consecutivas de perdas, subindo 1,04% em reais e 1,31% em dólares em 128.967 pontos. A semana foi impactada por notícias macro importantes: o governo anunciou uma política industrial (veja nossa análise nas implicações para a cobertura de Bens de Capital); PMI e PIB do 4º trimestre de 2023 americano acima do consenso (economia forte) e estímulo chinês anunciado (uma leitura positiva para empresas de mineração, como a Vale).
No micro, Vale foi impactada pela condenação do colapso da barragem de Mariana (veja a nota do nosso analista), e um aumento na pressão política do governo de colocar Guido Mantega como CEO, seguido por um abandono do plano na tarde de sexta-feira. Além disso, o avanço no PL de fundo de financiamento para companhias aéreas beneficiou a Azul (+8,8%).
Renda Fixa
Ao final da semana, a curva de juros encerrou perto da estabilidade, com um viés de queda nos vértices médios e longos. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2025 e 2033 saiu de 56,1 pontos-base na sexta-feira anterior para 63,0 pontos. A curva, no entanto, apresentou aumento da inclinação. Os principais acontecimentos foram: (i) a percepção de piora nos riscos quanto à condução da economia do Brasil no início da semana; (ii) o otimismo e apetite ao risco dos investidores globais devido à leitura positiva dos dados do PIB e inflação dos EUA; e (iii) IPCA-15 abaixo das expectativas do mercado. DI jan/25 fechou em 9,96% (-16bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,79% (-11,1bps); DI jan/29 em 10,24% (-9,1bps); DI jan/33 em 10,59% (-9,1bps); DI jan/37 em 10,64% (-11,5bps).
Economia
No Brasil, o IPCA-15 veio abaixo das expectativas, mas com composição mista. Na semana, destaque para a decisão do Copom na quarta-feira.
Na seara internacional, o deflator do consumo pessoal veio em linha com o esperado nos EUA. Nesta semana, destaque para a decisão de política monetária do Fed e para a divulgação do relatório de emprego americano na sexta-feira.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)