DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para destaque para a divulgação da arrecadação tributária federal de dezembro
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(Brasília-DF, 23/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem definição clara e no Brasil destaque para a divulgação da arrecadação tributária federal de dezembro.
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Nesta terça-feira, os mercados abrem sem direção definida nos Estados Unidos (S&P 500: 0,0%; Nasdaq 100: 0,0%), no aguardo de uma série de resultados de empresas. Hoje, serão divulgados os balanços de Netflix, Johnson&Johnson, Procter&Gamble e Verizon.
Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,2%), com a maioria das bolsas regionais e setores no campo negativo. Na China, os índices fecharam em alta (CSI 300: 0,4%; HSI: 2,6%), após anúncio de pacote de estímulos da ordem de US$ 278 bi, para dar suporte ao mercado de ações local. O setor de tecnologia lidera a alta após o governo remover proposta de novas regulações para jogos online.
IBOVESPA -0,81% | 126.602 Pontos. CÂMBIO +1,26% | 4,99/USD
Ibovespa
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, aos 126.601 pontos (-0,8%). A principal notícia que pesou foi a divulgação da nova política industrial bilionária do governo. O mercado não reagiu bem, demonstrando preocupação com a situação fiscal. Com isso, houve ganhos por toda curva de juros, e o dólar se fortaleceu (+1,2%), fechando em R$ 4,995.
Os principais movimentos incluem as ações de varejo, como Lojas Renner (LREN3, -5,4%), Assaí (ASAI3, -4,8%), e Locaweb (LWSA3, -4,7%), impactadas por uma subida de juros futuros. Hapvida (HAPV3, -5,7%) foi a maior queda, ao confirmar investigação do Ministério Público de São Paulo devido ao descumprimento sistemático de decisões judiciais aos beneficiários. No outro lado da ponta, BRF (BRFS3, +4,9%) foi o destaque positivo, em nova sessão de recuperação (após queda acumulada no mês de quase 12%), e com queda de preços do milho, que recuaram 15% nas últimas semanas, um dos principais grãos usados como insumo para as produções da empresa.
Renda Fixa
As taxas futuras de juros fecharam o pregão em ligeira alta, principalmente nos vértices médios e longos da curva. Divergindo dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), o movimento de alta no mercado local foi influenciado pela percepção de piora nos riscos quanto à condução da economia do Brasil. DI jan/25 fechou em 10,07% (-4,5bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,785% (+2bps); DI jan/27 em 9,965% (+6,5bps); DI jan/29 em 10,39% (+6,5bps).
Economia
No Brasil, o boletim Focus não apresentou alterações relevantes. As únicas mudanças foram uma ligeira redução na projeção do IPCA para 2024 (de 3,86% ante 3,87% na semana anterior), e um ajuste nas projeções de taxa de câmbio para o final de 2024 e 2026, para R$/US$ 4,92 (de R$/US$ 4,95) e R$/US$ 5,05 (de R$/US$ 5,06), respectivamente. As expectativas para a taxa Selic e o crescimento real do PIB não apresentaram mudanças. Adicionalmente, o governo federal anunciou ontem o plano “Nova Indústria Brasil”, visando aumentar a produtividade e a competitividade nacional nos próximos 10 anos. O governo disponibilizará R$ 300 bilhões em financiamentos para o programa.
No cenário internacional, o Banco Central do Japão (BoJ) manteve a taxa de juros de curto prazo em -0,1% e continuará com o limite superior de 1% no rendimento dos títulos do governo de 10 anos. A expectativa é de que o BoJ abandonará sua política de taxas de juros negativas na reunião de abril.
Na agenda doméstica de hoje, destaque para a divulgação da arrecadação tributária federal de dezembro. Além disso, as discussões entre o Executivo e o Congresso sobre a desoneração da folha seguirão em aberto durante a semana.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)