31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para tratativas para compensar a possível retirada

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 22/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Cal” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil atenção para as tratativas para compensar uma possível retirada da MP da Reoneração.

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Nesta segunda-feira, os mercados abrem em alta nos Estados Unidos (S&P 500: 0,3%; Nasdaq 100: 0,5%), dando continuidade ao rali da semana anterior, com alta liderada pelo setor de tecnologia. Mercados permanecem atentos à temporada de resultados: nesta semana, empresas que correspondem a cerca de 24% da capitalização de mercado do índice S&P 500 reportam seus resultados, incluindo nomes como Netflix, Tesla e Visa.

Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,5%), com a maioria dos setores no campo positivo, à medida que mercados aguardam a divulgação de dados de confiança do consumidor. Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -1,6%; HSI: -2,3%), após o banco central (PBoC) manter inalterada a taxa de juros de 5 anos, frustrando a expectativa de um corte. O mercado aprofunda a queda da semana anterior, devido às expectativas e fatores técnicos (conforme comentamos no Top 5 Temas Globais). Ações do setor de construção civil lideram as perdas.

Economia

O Banco Central Europeu (BCE) decide sobre as taxas de juro na quinta-feira. É amplamente esperado que a autoridade monetária mantenha inalteradas as suas principais taxas de juros. O foco principal do mercado está em sinais da comunicação oficial do banco de que um ciclo de flexibilização poderia começar no primeiro semestre. Números importantes de atividade e inflação também serão divulgados esta semana, como os PMIs na Europa, PIB dos EUA, Deflator do consumo também nos EUA e IPCA-15 no Brasil.

IBOVESPA +0,25% | 127.636 Pontos.   CÂMBIO -0,12% | 4,93/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou no negativo pela terceira semana consecutiva, com queda de 2,6% em reais e 3,8% em dólares, aos 127.636 pontos.

Lá fora, destaque para os índices americanos, que tiveram uma semana positiva. O S&P 500 atingiu sua máxima histórica na sexta-feira, impulsionado pelo setor de tecnologia e após dados mostrando uma melhora na confiança do consumidor, com expectativa de inflação em queda. Além disso, a temporada de resultados do 4T23 nos EUA ganhou força, com 52 empresas do S&P 500 já tendo reportado. Até agora, 86% das empresas superaram expectativas de lucros do consenso, com surpresa positiva de 8,2%, segundo dados do Bloomberg. Clique aqui para conferir o resumo da Bolsa.

Renda Fixa

Ao final da semana, a curva de juros encerrou perto da estabilidade nos vértices curtos, enquanto o restante da curva fechou com uma elevação relevante. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2025 e 2033 saiu de 41,3 pontos-base na sexta-feira passada para 56,0 pontos nesta semana. A curva, portanto, apresentou aumento da inclinação devido, principalmente, ao movimento de alta dos rendimentos (yields) dos Títulos Públicos norte-americanos (Treasuries). O cenário internacional, por sua vez, refletiu o tom conservador (hawkish) do diretor do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Christopher Waller, em torno do início do processo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos. DI jan/25 fechou em 10,1% (2,5bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,88% (10,7bps); DI jan/29 em 10,3% (14bps); DI jan/33 em 10,66% (17,2bps); DI jan/37 em 10,76% (18,1bps).

No Brasil, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse na última sexta-feira que o governo vai revogar a medida provisória 1.202, que reduziu o benefício da folha de pagamento aprovada no Congresso no final do ano passado. Segundo a imprensa local, o Ministério da Fazenda buscará medidas para compensar o impacto fiscal do benefício enquanto a MP ainda estiver valendo, para não precisar incluir o impacto fiscal no orçamento.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)