DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e no Brasil expectativa para reunião entre Haddad e Pacheco para tratar da MP da Reoneração
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(Brasília-DF, 15/01/2024) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para reunião esta semana entre Fernando Haddad e Rodrigo Pacheco.
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Nesta segunda-feira, os mercados permanecem fechados nos Estados Unidos devido ao feriado do dia de Martin Luther King. Na semana passada, a temporada de resultados teve início com divulgações dos balanços de bancos referentes ao 4° trimestre de 2023 (confira mais detalhes no Top 5 Temas Globais).
Na Europa, os mercados operam em queda (Stoxx 600: -0,1%), após crescimento econômico mais baixo que o esperado na Alemanha em 2023. Hoje, em Davos, se inicia o Fórum Econômico Mundial. Na China, os índices fecharam em leve queda (CSI 300: -0,1%; HSI: -0,2%) após o governo manter inalterada a taxa de juros de médio prazo. Em Taiwan, o partido incumbente venceu as eleições, em um importante desenvolvimento para a geopolítica da região, que é instrumental para as relações entre China e EUA. O presidente eleito em Taiwan possui um histórico de forte oposição à China, prometeu manter a política externa do governo anterior, de intensificação das conversas com potências globais, mas espera-se que vá reforçar o orçamento militar.
IBOVESPA +0,26% | 130.988 Pontos. CÂMBIO -0,37% | 4,86/USD
Ibovespa
O Ibovespa encerrou sua segunda semana do ano com uma queda de 0,8% em reais e 0,4% em dólares, aos 130.988 pontos. Após um ralí forte nos últimos 2 meses de 2023, janeiro continua vendo realização de lucros por investidores. A semana também foi afetada por dados de inflação do Brasil e EUA acima do esperado, e uma queda nos preços de commodities.
As principais altas da semana foram Magazine Luiza (MGLU3, +14,7%), por um movimento técnico, e Locaweb (LWSA3, +11,4%), devido a uma avaliação positiva por um banco de investimentos. O principal perdedor foi MRV Engenharia (MRVE3, -20,7%), devido a um maior pessimismo em relação a desoneração da folha de pagamentos, e especulação negativa sobre uma mudança nas projeções da empresa.
Renda Fixa
Ao final da semana, a curva de juros encerrou perto da estabilidade nos vértices curtos e médios, enquanto a ponta longa fechou com uma singela queda. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2025 e 2033 saiu de 50,2 pontos-base na sexta-feira passada para 45,0 pontos nesta semana. A curva, portanto, apresentou queda da inclinação devido, principalmente, à aposta do mercado na redução dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) já em março. Contudo, o movimento de baixa foi amenizado por dados de inflação, tanto no Brasil quanto nos EUA, ligeiramente acima das expectativas dos agentes econômicos. DI jan/25 fechou em 10,07% (-0,5bps no comparativo semanal); DI jan/27 em 9,78% (-2,5bps); DI jan/29 em 10,17% (-4bps); DI jan/33 em 10,52% (-6bps); DI jan/37 em 10,58% (-5,5bps).
Economia
O Banco Popular da China ( banco central) manteve a taxa de juros de empréstimos de curto prazo (um ano), decepcionando os investidores que esperavam o primeiro corte desde agosto, especialmente depois dos números fracos do crédito e de inflação divulgados na semana passada. A economia alemã contraiu 0,3% em 2023, em linha com as estimativas do mercado. Apesar do fraco desempenho da sua maior economia, o economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, disse no fim de semana que a flexibilização da política monetária cedo demais poderia ser “autodestrutiva”.
A tensão geopolítica continua no Mar Vermelho, militares dos EUA reportaram que aviões de combate americanos abateram um míssil de cruzeiro disparado de uma área militante Houthi do Iêmen em direção a um navio da Marinha que operava na região. Desde o início do conflito, os preços do petróleo têm se mantido voláteis e os custos globais de frete mais do que duplicaram, criando um risco de inflação global.
No Brasil, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se reunirão esta semana para discutir a medida provisória emitida no final do ano passado que altera os benefícios fiscais da folha de pagamento para as empresas.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)