31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil o Mercado ainda reflete sobre o comunicado do Copom sobre o futuro da taxa Selic

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 14/12/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em alta e no Brasil mercado avaliando o comunicado do Copom apontando que a tendência vai ser de quedas, novamente, na taxa Selic.

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Nos Estados Unidos, os futuros operam em alta nesta quinta-feira (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%) após a última decisão de juros do FOMC (conselho de política monetária do Federal Reserve) de 2023, que decidiu por manter a taxa de juros inalterada e deu sinalizações consideravelmente mais brandas. Powell, presidente do Fed, declarou em discurso que acredita que os juros já estejam em patamar suficientemente restritivo, e que a discussão no comitê passa de até quando subir para quando começar o ciclo de cortes. O mercado reagiu positivamente, com queda de juros e forte alta nos mercados de risco.

Nessa toada, os mercados europeus operam em alta (Stoxx 600: 1,3%), no aguardo de decisões de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. Na China, os índices fecharam mistos (CSI 300: -0,5%; HSI: 1,1%), com influência do Fed e da continuada alta dos preços de petróleo.

Economia

Como esperado, o Fed manteve o intervalo-alvo para a taxa básica de juros em 5,25%-5,5%. Após a decisão, os juros dos títulos do Tesouro com prazo de 2 anos caíram mais de 0,20 p.p., enquanto dos títulos de 10 anos recuaram cerca de 0,15 p.p. Os mercados passaram a projetar cortes de 1,50 p.p. na taxa básica em 2024.

Dando continuidade à super semana de política monetária, o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra, o Banco Nacional Suíço e o Banco da Noruega se reúnem hoje. Espera-se que todos eles mantenham suas taxas básicas inalteradas. A reunião do BCE merecerá especial atenção, dado que a inflação recuou acentuadamente na região e a economia caminha para uma recessão.

IBOVESPA +2,42% | 129.465 Pontos.  CÂMBIO -0,95% | 4,92/USD

Ibovespa

O Ibovespa fechou o pregão da quarta-feira em alta de 2,4%, aos 129.465 pontos. As atenções do mercado estiveram voltadas principalmente para a decisão de juros do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano). O Comitê de Política Monetária anunciou a manutenção das taxas de juros americana, acompanhada de um discurso menos duro. Após a decisão, os ganhos na Bolsa intensificaram, acompanhando os índices americanos. Além disso, os investidores locais também aguardaram a decisão de juros pelo Copom no Brasil, que veio após o fechamento do mercado. Assista à análise dos experts sobre a Selic.

Os papéis que acumularam os melhores desempenhos do pregão foram os mais sensíveis a juros, com destaque para Magazine Luiza (MGLU3) e Hapvida (HAPV3), que subiram 11,0% e 8,7%, respectivamente. Ambos são papéis mais cíclicos, que tendem a se beneficiar de um cenário de juros menos restritivos.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam em queda relevante ao longo de toda a estrutura da curva, à medida que o Fed emitiu sinais mais suaves (“dovish“) em sua última decisão de política monetária no ano. Com a perspectiva de que o início do afrouxamento monetário nos Estados Unidos se aproxima, os investidores retiraram prêmios de risco embutidos nas curvas globais. No Brasil, as taxas chegaram a recuar, na média, 25 pontos-base nos vértices intermediários da curva. DI jan/25 fechou em 10,07% (-18,5 bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,62% (-27,5 bps); DI jan/27 em 9,705% (-29,5 bps); DI jan/29 em 10,19% (-26 bps).

No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) entregou o esperado corte de 0,50 p.p. na taxa Selic, reduzindo a taxa básica para 11,75%. Como esperado, o comunicado que acompanhou a decisão foi mais otimista do que a anterior, afirmando que o ambiente global tornou-se “menos adverso” e a inflação corrente continuou melhorando. Mas o Comitê reforçou que o plano é continuar reduzindo as taxas em 0,50 p.p. por reunião. As projeções de inflação do Copom permanecem acima da meta de 3,0% para 2024 e 2025.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)