31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para Copom e Congresso

Veja mais

Publicado em
Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 13/12/2023). A Política Real teve acesso ao relatório ”Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em  positivo e no Brasil mesmo que um IPCA um pouco maior o mercado aguarda um Copom reduzindo a taxa Selic em 0,50%.

Veja mais:

Nos Estados Unidos, os futuros operam em alta nesta quarta-feira (S&P 500: 0,1%; Nasdaq 100: 0,1%) no aguardo da última decisão de juros do FOMC (conselho de política monetária do Federal Reserve) de 2023. Ontem, foi divulgada a inflação ao consumidor americano de novembro (CPI), com uma preocupante reaceleração no núcleo de serviços, apesar de índice cheio em linha com as expectativas.

Na China, os índices fecharam em queda (CSI 300: -0,7%; HSI: -0,9%) após anúncio de estímulos pelo governo à demanda interna, a setores estratégicos e contenção da crise no setor imobiliário. Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,2%). O petróleo cai cerca de 4%, impactando negativamente ações do setor, com dados fortes de produção encontrando preocupações acerca da demanda enfraquecida, que geram temores que excesso de produção.

Economia

Nos EUA, o índice de preços ao consumidor subiu ligeiramente, 0,10% em novembro, comparado a outubro, enquanto a mediana das estimativas de mercado indicava estabilidade. A inflação cedeu de 3,24% para 3,14% no acumulado em 12 meses. Por sua vez, a medida de núcleo – exclui alimentos e energia – aumentou 0,28% na base mensal, ficando praticamente estável no acumulado em 12 meses (de 4,03% para 4,01%). A surpresa baixista nos preços de bens compensou a surpresa altista nos preços de serviços, cuja dinâmica mostra rigidez e segue como principal fonte de preocupação para o Federal Reserve (Fed, banco central americano). 

IBOVESPA -0,40% | 126.403 Pontos.     CÂMBIO +0,59% | 4,97/USD

O Ibovespa teve leve queda na terça-feira e fechou em 126.403 mil pontos (-0,40%), com a divulgação de inflação do consumidor americano e IPCA no Brasil vindo perto do esperado. Sem muitas surpresas nesses dados, os mercados seguem aguardando as reuniões de decisão do banco central americano e outros principais bancos centrais da Europa, e os dados econômicos da China para novembro. Domesticamente, o mercado também aguarda a decisão do Copom. O dólar teve ganhos novamente, de 0,56%, fechando em R$ 4,97.

Movimentos positivos incluem papéis sensíveis aos juros como varejistas (SOMA3, +4,02%; MGLU3, +2,24%) devido a dados mais positivos de inflação no IPCA, reforçando a ideia de um corte de juros na reunião do Copom. Movimentos negativos incluem papéis sensíveis a óleo como 3R Petroleum (RRRP3, -2,94%) e Vibra Energia (VBBR3, -2,54%), devido a uma queda no Brent, continuando o momento negativo desde metade de setembro e estando perto da mínima do ano.

Renda Fixa

As taxas futuras de juros fecharam em queda ao longo de toda a estrutura a termo da curva. Apesar do aumento da cautela nos mercado globais em decorrência à composição da inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, os rendimentos (yields) dos títulos americanos (Treasuries) voltaram a cair no final do pregão e contribuíram para o alívio no ambiente doméstico. DI jan/25 fechou em 10,25% (-6bps vs. pregão anterior); DI jan/26 em 9,905% (-6,5bps); DI jan/27 em 10,01% (-6,5bps); DI jan/29 em 10,46% (-6bps).

No Brasil, o IPCA aumentou 0,28% em novembro contra outubro, mais ou menos em linha com as expectativas (XP: 0,26%; mediana do mercado: 0,29%). Com isso, a inflação acumulada em 12 meses cedeu de 4,82% para 4,68%. Os resultados desagregados reforçaram o processo de desinflação na economia brasileira, ainda que de forma gradual. Prevemos que o IPCA subirá 4,4% em 2023 e 4,1% em 2024.  Hoje, o destaque é a decisão de juros do Copom. A autoridade monetária deve confirmar a redução da taxa Selic em 0,50 p.p., de 12,25% para 11,75%. As atenções estarão voltadas ao comunicado pós-decisão, especialmente aos parágrafos de orientação futura – acreditamos que o Comitê reforçará o ritmo de corte de 0,50 p.p. como apropriado para as próximas reuniões.

Na agenda internacional, destaque para a decisão de juros do Fed, que deve manter sua taxa de referência entre 5,25% e 5,50%. Os mercados acompanharão de perto a atualização das projeções macroeconômicas do banco central e a coletiva de imprensa conduzida pelo presidente Jerome Powell. Após as decisões sobre juros no Brasil e nos EUA, os experts da XP se reúnem para apontar os impactos para os mercados e os investimentos. Assista ao vivo, a partir das 19h30, no YouTube da XP.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)