Antonio Guterres, na abertura da COP 28, disse que ainda é possível evitar o “colapso e incêndio do planeta”; Guterres se encontrou com Lula que tratou sobre como a ONU poderá atuar junto com o Brasil na governação do G-20
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(Brasília-DF, 01/12/2023) Nesta sexta-feira, 1º, durante a abertura Cúpula do Clima, COP28,, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, o secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo afirmando que ainda é possível evitar o “colapso e incêndio do planeta” se os líderes mundiais agirem com urgência e vontade política.
Ele adicionou, em seu discurso, que a questão climática “é uma doença que somente os líderes globais podem curar”. O líder das Nações Unidas reiterou o pedido de eliminação da dependência de combustíveis fósseis, redução de emissões e para que a promessa de justiça climática seja cumprida.
"Façam esta COP valer a pena"
O secretário-geral elogiou o avanço alcançado na quinta-feira, no primeiro dia da conferência, após o acordo sobre a operacionalização de um fundo para perdas e danos. O propósito é ajudar os países mais vulneráveis do mundo a pagar pelos impactos de desastres climáticos.
Destacando um “quadro preocupante do caos climático”, o chefe da ONU disse que o aquecimento global está estourando orçamentos, aumentando os preços dos alimentos, perturbando os mercados de energia e alimentando uma crise de custo de vida.
Ele alertou que o mundo está distante dos objetivos do Acordo de Paris e “a minutos da meia-noite para o limite de 1,5ºC.”
Guterres enfatizou que o sucesso da conferência de Dubai dependerá do resultado da iniciativa “Global Stocktake”, na qual os países vão avaliar pela primeira vez o progresso na redução do aquecimento global. O avanço pode colocar o mundo no caminho para alcançar as metas de temperatura, financiamento e adaptação.
Encontro
Guterres teve um encontro bilateral, após o evento de abertura, com o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva. A assessoria do Governo do Brasil informa que
Lula tratou do papel do Brasil na Presidência do G20 e como a ONU pode ajudar nesse processo. O país assumiu nesta sexta-feira, 1, o comando do bloco das principais economias mundiais pela primeira vez.
O mandato tem duração de um ano e se encerra em 30 de novembro de 2024. O Brasil vai criar duas forças-tarefa para ampliar o combate à desigualdade ao longo dessa Presidência: a Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e a Mobilização Global contra a Mudança do Clima, além de trazer à pauta a reforma das instituições multilaterais.
No período à frente do G20, o país vai organizar mais de 100 reuniões de grupos de trabalho e cerca de 20 reuniões ministeriais. O momento mais importante é a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo, no Rio de Janeiro, entre 18 e 19 de novembro de 2024. A partir de hoje, o Brasil passou a ser responsável por operar o site oficial, em três línguas (português, inglês e espanhol), e as redes sociais do G20.
Na mesma conversa com Guterres, o presidente brasileiro discutiu o papel das instituições de governança global no novo cenário geopolítico e ressaltou a importância de uma reforma do ONU, em especial do Conselho de Segurança.
(da redação com informações de assessoria e ONU News. Edição: Genésio Araújo Jr.)