DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em queda e discussão sobre meta fiscal deve se intensificar na semana do feriado
Veja os números
(Brasília-DF, 13/11/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil atenção para o futuro da meta fiscal para 2024.
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Nos Estados Unidos, os futuros operam em queda (S&P 500: -0,3%; Nasdaq 100: -0,3%) após rebaixamento da perspectiva de rating pela Moody’s, de neutro para negativo, especialmente devido à deterioração do fiscal no país. Nesta semana, uma nova medida de stopgap deve ser aprovada pelo congresso americano para impedir um shutdown do governo. A temporada de resultados vai chegando ao fim, com balanços das varejistas Walmart e Home Depot ao longo da semana.
Na Europa, os mercados operam em alta (Stoxx 600: 0,6%), liderada por ações de turismo e lazer. Na China, os índices fecharam mistos (CSI 300: -0,2%; HSI: 1,3%) na expectativa de conversas entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente americano, Joe Biden, que devem ocorrer nesta semana, no primeiro encontro dos líderes em um ano.
Economia
Agenda econômica cheia esta semana. Nos EUA será divulgada a inflação ao consumidor de outubro, chave para antecipar os próximos passos da política monetária. O presidente do Fed, Jerome Powell, disse na semana passada que pode ser necessário um novo aumento, embora alguns membros do comitê de política monetária tenham afirmado que as taxas de mercado de longo prazo mais elevadas já tornam as condições financeiras suficientemente restritivas.
Na Europa e na China, serão divulgados dados importantes de atividade econômica.
IBOVESPA +1,29% 120.568 Pontos. CÂMBIO -0,59% | 4,91/USD
O Ibovespa fechou mais uma semana no positivo, em 2,0% em reais e 1,7% em dólares, aos 120.568 pontos. A maior alta da semana foi Magazine Luiza (MGLU3), que subiu 21% em um movimento técnico em meio ao fechamento na curva de juros, enquanto Minerva (BEEF3) e PetroReconcavo (RECV3) registraram as maiores quedas da semana, ambas caindo 12%, após resultados do 3º trimestre. Clique aqui para conferir nosso resumo semanal.
Renda Fixa
Ao final da semana, a curva de juros encerrou novamente em queda ao longo de toda a sua estrutura a termo. Porém, diferentemente das semanas anteriores, o ambiente doméstico foi o principal catalisador para o movimento. O diferencial entre os contratos com vencimento em janeiro 2025 e 2033 saiu de 60,6 pontos-base na sexta-feira passada para 53,5 pontos nesta semana, configurando, assim, perda de inclinação. DI jan/24 fechou em 10,74% (-9,1bps no comparativo semanal); DI jan/25 em 10,62% (-15,6bps); DI jan/27 em 10,99% (-18bps); DI jan/33 em 11,27% (-16,2bps); DI jan/37 em 11,32% (-18,1bps). Saiba mais sobre a semana na renda fixa.
No Brasil, o debate sobre a meta fiscal para 2024 se intensificará, à medida que se aproxima o prazo para a votação do orçamento. O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, repetiu na semana passada que o governo perseguirá déficit zero no próximo ano, embora os políticos tanto do Executivo quanto do Legislativo sinalizem que um déficit de cerca de 0,5% do PIB seria mais adequado.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)