31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e no Brasil atenção para divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 12/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em alta e no Brasil  as atenções se voltam para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio.

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Nos Estados Unidos, os futuros negociam em alta, com o S&P 500 e o Nasdaq 100 apresentando ganhos de 0,2% cada nesta manhã. Os mercados estão antecipando uma desaceleração nos números de inflação ao consumidor (CPI) nos EUA, o que pode aliviar as expectativas em relação à política monetária futura. As taxas de juros americanas e o dólar (DXY) estão sendo negociados em níveis mais baixos devido às expectativas de inflação.

No âmbito das empresas, o destaque é o “Prime Day”, dia de promoções da Amazon que deve impactar as ações da empresa, e os avanços na aprovação da aquisição da Activision pela Microsoft.

Na Europa, o mercado também está em alta (Stoxx 600 +0,8%), refletindo as expectativas de um melhor desempenho do CPI nos EUA e dados locais de inflação. Enquanto isso, na China, os mercados fecharam com divergências, com o Hang Seng apresentando ganhos de 1,1% e o CSI 300 registrando uma queda de 0,7%. Essa diferença ocorreu após um rali concentrado nas empresas de tecnologia listadas em Hong Kong, devido a sinais positivos do regulador chinês em relação à Tencent e Alibaba, enquanto as empresas listadas na China continental tiveram queda devido a dados mais fracos sobre a atividade econômica.

IBOVESPA-0.33% | 117.555 Pontos.   CÂMBIO -0,45% | 4,86/USD

Na agenda econômica desta quarta-feira (12), o destaque fica por conta da divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA referente a junho. De acordo com a mediana das estimativas de mercado, espera-se um aumento de 0,3% em relação a maio, tanto para o índice cheio quanto para o núcleo da inflação (com taxas de variação acumulada de 3,0% e 5,0% nos últimos 12 meses, respectivamente). Além disso, os investidores estarão atentos às declarações dos dirigentes do Fed e à publicação do Livro Bege, documento do banco central que fornece informações qualitativas sobre as condições econômicas atuais nos EUA.

No Brasil, as atenções se voltam para a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de maio. A estimativa da XP é de um avanço de 0,5% em relação a abril e de 4,0% em comparação com o mesmo mês do ano anterior. O consenso de mercado aponta para ganhos de 0,3% e 3,8%, respectivamente.

Inflação no Brasil

Conforme divulgado ontem, o IPCA registrou uma queda de 0,08% em junho em relação a maio, um resultado ligeiramente acima das expectativas do mercado. Com isso, a taxa de inflação acumulada em 12 meses recuou de 3,94% para 3,16%. O desempenho do IPCA em junho confirma o início de um processo de desinflação no Brasil, impulsionado principalmente pela redução nos preços dos alimentos e bens industriais. Por outro lado, os grupos de serviços ainda apresentam uma inflação significativamente acima da meta estabelecida e reforçam nossa perspectiva de que o Banco Central seguirá uma política monetária de afrouxamento gradual.

As projeções da XP indicam um corte de 0,25 pontos percentuais na taxa Selic em agosto, seguido por cortes de 0,50 pontos percentuais nas reuniões subsequentes, encerrando o ano em 12%. Além disso, a XP mantem as previsões de alta de 4,7% para o IPCA em 2023 e de 4,1% para o IPCA em 2024.

Mercado no Brasil ontem

No pregão de ontem (11), o índice Ibovespa apresentou queda de 0,61%, encerrando o dia com 117.219 pontos. Simultaneamente, o dólar teve uma desvalorização em relação ao real, registrando uma queda de 0,43% e sendo cotado a R$ 4,86.

As taxas futuras de juros encerraram próximo à estabilidade, revertendo a tendência do pregão anterior. Após os dados de inflação divulgados ontem, o mercado a reduziu as expectativas de um corte de 0,50 ponto percentual na decisão do Copom de agosto. Os seguintes dados refletem essas movimentações: o DI jan/24 subiu de 12,81% para 12,845%; o DI jan/25 passou de 10,745% para 10,755%; o DI jan/26 oscilou de 10,115% para 10,095%; e o DI jan/27 recuou de 10,155% para 10,12%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)