31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em alta e expectativa para divulgação do IPCA de junho

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF,10/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais em leve alta e no Brasil atenção para divulgação do IPCA.

 

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As bolsas globais amanhecem levemente em alta, dando sequência ao movimento positivo de ontem. No Brasil, o destaque do dia será a divulgação do índice de inflação (IPCA) referente a junho. O time de Economia XP projeta uma variação mensal de -0,13%, enquanto o consenso de mercado aponta para -0,10%. Se a nossa projeção estiver correta, a inflação acumulada em doze meses cairá de 3,94% em maio para 3,11% em junho. A dinâmica recente da inflação e das expectativas de inflação são consistentes com o cenário da XP de um corte da taxa Selic de 0,25 p.p. em agosto e cortes de 0,50 p.p. nas reuniões seguintes, chegando a 12,00% no final de 2023 e a 10,50% no final de 2024.

 

Nos EUA, futuros negociam levemente em alta nesta manhã (S&P 500 +0,1%, Nasdaq-100 +0,1%). Os mercados refletem falas de dirigentes do Federal Reserve, que reforçam que juros devem seguir aumentando e preocupações com a regulação do setor bancário, porém que vieram num tom mais dovish, reduzindo chances de uma segunda alta de juros, assim como provocando uma queda na taxa de 2 anos. Na Europa (Stoxx 600 +0,4%), a alta do mercado reflete falas de dirigente do Banco Central Europeu, que declarou estarem próximos da taxa terminal. Porém, os ativos no Reino Unido foram pressionados por dados que mostraram que o salário médio aumentou 6,9% nos três meses até maio em relação ao mesmo período do ano passado – o nível mais alto desde agosto de 2021. E a taxa de desemprego aumentou ligeiramente de 3,8 % para 4,0%. Esses fatores provavelmente forçarão o banco central a continuar aumentando as taxas de juros nas próximas reuniões. Como resultado, a libra chegou a atingir seu maior patamar em quase 15 meses.

Enquanto isso, na China (Hang Seng +1,0%, CSI 300 +0,7%), os mercados fecharam em alta após novas medidas de apoio ao mercado imobiliário e expectativa de anúncio de mais estímulos pelo governo.

Setor de bancos nos EUA

Michael Barr, vice-presidente de supervisão do Federal Reserve, revelou, ontem, mudanças regulatórias para instituições financeiras com US$ 100 bilhões ou mais em ativos, propondo padrões de capital mais rígidos para os bancos. A proposta exigiria que os bancos detivessem US$ 2 extras de capital para cada US$ 100 de ativos de risco. As novas medidas têm como objetivo fortalecer e restaurar a confiança no sistema bancário dos EUA após a falência de vários bancos regionais no início deste ano.

IBOVESPA -0.80% | 117.942 Pontos.   CÂMBIO +0,35% | 4,88/USD

Mercado no Brasil ontem

Na segunda-feira (10), o Ibovespa caiu 0,8%, fechando aos 117.942 pontos, na contramão das bolsas lá fora, puxado pelas ações do setor de Mineração e Siderurgia em linha com uma queda dos preços de minério de ferro. A commodity foi impactada por dados da China, que continuaram mostrando uma retomada fraca da economia. Enquanto isso, o dólar fechou o dia em leve alta de 0,3%, cotado a R$ 4,88.

Na Renda Fixa, as taxas futuras de juros fecharam em alta, revertendo a queda no último pregão. O movimento refletiu, principalmente, (i) o ajuste de posições após a queda firme das taxas na sexta-feira; (ii) a interrupção da trajetória de baixa das projeções de inflação no Focus; e (iii) a expectativa do mercado de que o rali na curva pré pode ter, momentaneamente, se esgotado. DI jan/24 passou de 12,78% para 12,825%; DI jan/25 subiu de 10,685% para 10,775%; DI jan/26 avançou de 10,06% para 10,14%; e DI jan/27 saltou de 10,105% para 10,165%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)