DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para pesquisa Focus
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(Brasília-DF, 10/07/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os marcados globais estão com sinais mistos e Brasil atenção para pesquisa Focus e durante a semana protagonismo será do IPCA e pelos dados de varejo e serviços divulgados pelo IBGE.
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Nos EUA, futuros negociam com leve queda nessa manhã (S&P 500 -0,2%, Nasdaq -0,4%). A queda nessa manhã continua a tendência de sexta-feira, quando os principais índices caíram por conta de dados de emprego acima do esperado, que revelam que a inflação ainda é uma preocupação. Na China (Hang Seng +0,6%, CSI 300 +0,5%), os mercados fecharam em alta com expectativa de anúncio de mais estímulos pelo governo. Dados de inflação vieram abaixo do esperado no país, reforçando reabertura mais fraca. No âmbito da geopolítica, a visita de Janet Yellen, secretária do Tesouro americano, à China, teve tom conciliador, reforçando o benefício da cooperação econômica. Enquanto isso, na Europa (Stoxx 600 +0,1%), os mercados operam mistos, refletindo dados de inflação chinesa e mercado de trabalho americano.
IBOVESPA +1.25% | 118.898 Ponto. CÂMBIO -1,34% | 4,86/USD
No Brasil, agenda leve de indicadores nessa segunda-feira, com Boletim Focus no radar. Já na semana, protagonismo será do IPCA e pelos dados de varejo e serviços divulgados pelo IBGE. Na agenda internacional, os dados de inflação ao consumidor e ao produtor surpreenderam para baixo na China. Na quarta-feira, todas as atenções se voltarão à divulgação da inflação ao consumidor nos Estados Unidos.
Mercado no Brasil na semana anterior
Apesar de semana negativa lá fora, o Ibovespa não se contaminou e conseguiu fechar em alta de +0,7% aos 118.898 pontos, movimentado pelo avanço de pautas econômicas em Brasília, com destaque para a aprovação da reforma tributária na Câmara, que trouxe uma percepção de melhora estrutural de política fiscal daqui pra frente. Enquanto isso, o dólar fechou a semana com alta de 1,8%, cotado a R$ 4,87.
Os juros futuros reverteram a tendência observada nas semanas anteriores e fecharam em leve alta nos vértices médios e longos, se aproximando dos 11%, enquanto a parte mais curta da curva manteve-se pressionada. Pesou contra o cenário doméstico a disparada dos juros globais, após a divulgação da ata do Federal Reserve na semana, que manteve o tom mais duro das comunicações. No fechamento do último pregão, DI jan/24 foi de 12,835% para 12,785%; DI jan/25 passou de 10,82% para 10,685%; DI jan/26 caiu de 10,23% para 10,06%; e DI jan/27 recuou de 10,29% para 10,105%.
Reforma tributária
O destaque no Brasil foi a aprovação da reforma tributária. Após 30 anos de discussões, a Câmara aprovou o texto-base da reforma tributária dos impostos sobre o consumo, que transforma cinco tributos diferentes em um único Imposto sobre Valor Agregado (IVA). A reforma tende a ser positiva no âmbito macro, pois visa criar um sistema mais transparente, equilibrado e simples. Isso reduziria as taxas de litígio, custos de conformidade e má alocação de capital, ajudando a estimular a produtividade no longo prazo. Entre as empresas, o impacto de curto prazo é ambíguo, pois a carga tributária pode aumentar ou diminuir dependendo do setor. Agora, o texto segue para o Senado.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)