31 de julho de 2025
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DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e destaque no Brasil hoje é o IPCA-15 de março

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Mercados globais em negativo

(Brasília-DF, 24/03/2023) A Politica Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em queda e no Brasil destaque hoje é o IPCA-15 de março.

 

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Mundo

Mercados globais amanhecem em queda (EUA -0,7% e Europa -1,4%) ainda refletindo a última decisão de política monetária do Federal Reserve e os recentes comentários de Janet Yellen, secretária do tesouro americano. Yellen afirmou ontem (23) que as recentes medidas tomadas para respaldar os clientes dos bancos Sillicon Valley Bank e Signature Bank podem ser tomadas novamente, em meio às preocupações com a saúde do sistema financeiro americano. Na agenda de hoje, os investidores aguardam os dados do Índice de Gerente de Compras (PMI) de março. Na Europa, o mercado cai forte hoje pela manhã depois da subida de juros em 25p.p. pelo Banco da Inglaterra ontem, e também repercutindo os PMIs da região decepcionaram. Além disso, as ações do Deutsche Bank caem forte depois de uma subida CDS (credit default swap, indicativo de percepção de risco de crédito de emissores por parte do mercado), com investidores voltando a se preocupar com a estabilidade do sistema bancário europeu. Por fim, na China, o índice de Hang Seng encerrou em queda (- 0,7%), pressionado pelos recentes aumentos de juros nos EUA e Europa, e as preocupações com os bancos globais.

Discurso de Janet Yellen

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse a congressistas que medidas futuras para proteger os depósitos podem ser necessárias, o que, por um lado, gerou suspeitas de que o problema dos bancos regionais pode ser maior do que parece e, por outro lado, ofereceu conforto de que ações preventivas já foram preparadas.

PMI da Zona do Euro

O índice de gerente de compas (PMI) composto de março da Zona do Euro foi melhor do que o esperado, em 54,1 pontos. Leituras acima de 50 indicam expansão. O índice do setor manufatureiro foi fraco, em 47,1, enquanto os serviços surpreenderam positivamente, em 55,6. Os números do PMI mostram que a economia europeia permanece relativamente sólida, apesar do aumento das taxas de juros e do aumento do custo de produção gerado pela guerra na Ucrânia.

IBOVESPA -2,29% | 97.926 Pontos.    CÂMBIO +1,03% | 5,29/USD

Mercados amanhecem em queda, com investidores ainda reverberando as últimas decisões de política monetária do Federal Reserve e os recentes comentários de Janel Yellen, secretária do tesouro americano. Yellen afirmou ontem (23) que as recentes medidas tomadas para respaldar os clientes dos bancos SVB e Signature Bank podem ser tomadas novamente, em meio às preocupações com a saúde do sistema financeiro americano. Na agenda internacional de hoje, o destaque é os dados do Índice de Gerente de Compras (PMI) de março dos EUA. No Brasil, destaque para a divulgação do IPCA-15 de março.

Brasil

O Ibovespa fechou em queda de -2,29%, a 97.926 pontos, seu menor patamar desde julho de 2022. O principal índice da Bolsa brasileira foi bastante influenciado pela decisão de política monetária no Brasil, acompanhada de um comunicado bastante duro do Banco Central. O dólar comercial subiu 1,0% frente ao real, a R$ 5,29. As taxas futuras de juros fecharam em alta ao longo de toda a estrutura a termo da curva, principalmente nos vértices mais curtos, refletindo a comunicação mais conservadora da autoridade monetária. O tom do documento reduziu as expectativas para um início próximo do ciclo de afrouxamento da Selic e aumentou as tensões entre o governo federal e o Banco Central. DI jan/24 subiu de 13,02% para 13,17%; DI jan/25 avançou de 12,05% para 12,105%; DI jan/26 passou de 12,09% para 12,125%; e DI jan/27 foi de 12,32% para 12,355%.

IPCA-15 no Brasil

No Brasil, o destaque hoje é o IPCA-15 de março. O mercado espera 0,67% mês a mês. A inflação anual deve cair ligeiramente, de 5,33% para 5,63%. As medidas de núcleo da inflação – que excluem ítens voláteis – devem permanecer elevadas, sugerindo que a inflação segue rodando em torno de 6%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)