31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em sinais mistos e no Brasil atenção para reunão do Copom

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Mercados com sinais mistos

 

(Brasília-DF, 22/03/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no Brsil expectativa sobre reunião do Copom.

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Bolsas internacionais amanhecem mistas (EUA -0,1% e Europa +0,1%) enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve. Além disso, o discurso do Powell, após a decisão, deverá dar pistas de como o banco central americano se comportará em relação à crise bancária e o controle da inflação. Na Europa, a inflação ao consumidor (CPI) do Reino Unido registrou uma variação anual de 10,4%, superando as estimativas de 9,9%. Como resultado, investidores agora esperam uma decisão de política monetária mais contracionista por parte do Banco da Inglaterra nesta quinta-feira. Na China, o índice de Hang Seng (+1,8%) encerra em alta, anulando as perdas da semana.

Decisão de juros nos EUA

Lá fora, o Fed tenta se equilibrar entre as preocupações com a saúde financeira dos bancos regionais de médio porte e o controle da inflação, que continua mostrando sinais de força, com um mercado de trabalho que continua aquecido e leituras que continuam mostrando pressão sobre preços. A situação é hoje considerada menos tensa que na semana passada, dadas as medidas tomadas pelo Fed e pelos reguladores suíços para proteger o sistema bancário e manter o fluxo de liquidez. Assim, a aposta majoritária é de que o Banco Central norte-americano aumente a taxa básica de juros em 0,25 pp., embora uma parcela (menor) acredite em uma possível pausa nessa reunião. Do lado dos indicadores econômicos, a venda de residências usadas nos Estados Unidos mostrou um salto em fevereiro, subindo 14,5% em relação ao mês anterior e encerrando um ciclo de 2 anos e meio de quedas nas vendas, graças a uma redução nas taxas de hipoteca e nos preços de imóveis. A avaliação geral é de que o setor imobiliário encontrou um piso, mas não deve mostrar uma recuperação sólida enquanto as taxas de juros e os preços permanecerem pressionados.

IBOVESPA +0,07% | 100.998 Pontos.  CÂMBIO +0,05% | 5,25/USD

Nesta “super quarta”, as atenções do mercado seguem voltadas às decisões dos comitês de política monetária tanto no Brasil (Copom) quanto nos Estados Unidos (Fomc). Por aqui, também compõem a agenda do dia as discussões do arcabouço fiscal, que segundo o ministro Haddad devem “recompor” os gastos com saúde e educação, e para o possível anúncio de dois novos diretores do Banco Central. Tanto o arcabouço fiscal quanto os nomes dos novos diretores só devem ser confirmados após a viagem do presidente Lula à China.

Brasil

A bolsa brasileira encerrou o pregão da terça-feira (21) sem movimentos expressivos, com leve alta de +0,07%, aos 100.998 pontos. Por mais um dia o Ibovespa se descolou do exterior, em meio ao noticiário político doméstico, com novas críticas ao Banco Central por parte do presidente Lula. O dólar seguiu a mesma tendência e encerrou com alta de 0,05%, cotado a R$ 5,24 / US$. Já as taxas futuras de juros fecharam em leve alta às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). O ajuste nos juros globais, especialmente nos títulos do Tesouro americano (Treasuries), proporcionou um viés altista às taxas futuras no Brasil. Assim como no exterior, a maior intensidade se deu nos vértices curtos da curva de juros. DI jan/24 subiu de 12,98% para 13,02%; DI jan/25 avançou de 12,085% para 12,125%; DI jan/26 passou de 12,195% para 12,20%; DI jan/27 foi de 12,44% para 12,435%.

 

Reunião do Copom

No Brasil, hoje o Copom decide sobre a taxa de juros sob pressão política do governo. Apesar disso, não há perspectiva de que o Banco Central possa reduzir os juros nesse momento. A expectativa fica por conta do comunicado pós-copom, que deve indicar os próximos passos da política monetária. Nossa leitura é de que o Banco Central optará por deixar as portas abertas para ajustes na taxa básica de juros nas próximas reuniões. Os desenvolvimentos da crise bancária e a apresentação do novo arcabouço fiscal podem dar espaço para uma antecipação dos cortes de juros, mas isso ainda não está claro no horizonte.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)