31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados sem sinais expressivos e no Brasil, Mercado atento ao que virá do novo marco fiscal depois que Lula teria pedido ajustes

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Mercados globais sem expressividade

 

(Brasília-DF, 20/03/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os Mercados Globais estão sem movimentos expressivos e no Brasil, o mercado vai acompanhar de perto as discussões sobre a proposta de novo arcabouço fiscal, na qual jornais reportam que o presidente Lula pediu ajustes na proposta.

 

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Mercados globais hoje

As bolsas internacionais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA -0,1% e Europa 0%) enquanto investidores digerem a aquisição do Credit Suisse pelo UBS, que visa estabilizar o setor bancário. Contudo, o sentimento nas bolsas globais segue de aversão ao risco, com forte demanda por ativos como o ouro (+0,8%) e as treasuries de 10 anos (-1,5 pontos-base). Nos EUA, o foco da semana ficará voltado para a decisão de política monetária do Federal Reserve. O consenso dos analistas aponta para uma probabilidade de 57% de um aumento de 25 pontos-base, mas o cenário segue incerto à medida que a priorização da estabilidade do sistema financeiro pode levar a uma “pausa” no ciclo de altas. Na Europa, o destaque ficou por conta da inflação ao produtor (PPI) da Alemanha, que registrou uma variação anual de 15,8%, levemente acima do consenso de 15,4%. Na China, o índice de Hang Seng (-2,7%) encerra em baixa, ao passo que o otimismo com a reabertura do país parece perder espaço para os temores com a crise bancária global.

UBS compra Credit Suisse

O banco suíço UBS concordou em comprar o Credit Suisse por US$ 3,25 bilhões após longas negociações no fim de semana, intermediadas por reguladores do país. O acordo cria um dos maiores bancos da Europa, com quase US$ 1,7 trilhão em ativos totais, e foi importante para evitar uma crise de confiança que poderia se espalhar pela Europa e Estados Unidos. Junto com o anúncio da transação, o Federal Reserve e outros cinco bancos centrais anunciaram uma ação coordenada para aumentar a liquidez aos mercados financeiros.

IBOVESPA -1,4% | 101.981 Pontos.    CÂMBIO -0,93% | 5,27/USD

O Federal Reserve, o Banco da Inglaterra e o Banco Central do Brasil decidem sobre as taxas de juros esta semana. Os bancos centrais tomam a decisão espremidos entre inflação alta de um lado, e a turbulência do sistema financeiro global do outro.  Nesse sentido, as decisões políticas desta semana, bem como a comunicação pós-reunião, estão provavelmente entre as mais importantes em muitos anos.

No Brasil, o mercado vai acompanhar de perto as discussões sobre a proposta de novo arcabouço fiscal, na qual jornais reportam que o presidente Lula pediu ajustes na proposta, sugerindo que ela não deve ser divulgada no início desta semana. Na frente de dados, o destaque desta semana é a inflação do IPCA-15 do meio do mês de março, na sexta-feira.

Do lado corporativo, a temporada de resultados continua. Nomes como Copel (CPLE6), PetroReconcavo (RECV3), e Locaweb (LWSA3)  irão divulgar seus resultados do 4º trimestre de 2022 ao logo dos próximos dias. Veja mais aqui.

Resumo da semana anterior

A semana foi marcada por temores relacionados à saúde do sistema financeiro global, com a esteira de eventos de fragilidades financeiras iniciada pelo Sillicon Valley Bank (SVB), seguida por Signature Bank, Credit Suisse e First Republic Bank. Com isso, o Ibovespa terminou a semana com queda de -1,6% aos 101.982 pontos.

O Dólar fechou a semana com alta de 1,2% em relação ao Real, em R$ 5,28/US$. Já a curva futura de juros encerrou mais uma semana em queda em todos os vértices, com os agentes financeiros em busca de ativos mais seguros. O mesmo movimento foi observado no mercado das Treasuries (Tesouro americano), que também registraram queda acentuada na semana. DI jan/24 passou de 13,035% para 12,97%; DI jan/25 caiu de 12,18% para 12,075%; DI jan/26 cedeu de 12,325% para 12,215% DI jan/27 recuou de 12,595% para 12,485%.

Resumo da Semana

Em semana de grande preocupação com a saúde do sistema financeiro global, o Ibovespa encerra em queda de -1,6% aos 101.982 pontos. Como destaque em performance na semana, CSN (CSNA3) caiu -8,3% com a retomada de crescimento na China, aquém do esperado. Na ponta oposta, Ecorodovias (ECOR3) fechou em alta de 14,7% depois dos resultados superarem as expectativas do mercado.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo jr.)