31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais com sinais mistos e no Brasil só se fala de Lula receber e decidir sobre o novo Arcabouço Fiscal

Veja os números

Publicado em
Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 16/03/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos apontando que os mercados globais estão em sinais mistos e no  Brasil, analistas estão de olho no novo arcabouço fiscal que deve ser aprovado pelo presidente Lula antes de ser apresentado ao público.

Veja mais:

Nesta quinta-feira, os mercados globais apresentam um desempenho misto, com o índice S&P 500 futuro registrando queda de 0,1% e as bolsas europeias em alta de 0,8%. Os investidores em todo o mundo estão acompanhando de perto a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE), que é a primeira grande autoridade monetária a se pronunciar desde o início da crise de confiança no setor bancário. A expectativa é que o BCE recue de sua determinação anterior de subir a taxa básica em 0,50 p.p. e se posicione sobre o risco de contágio para o setor financeiro europeu e como a necessidade de estabilização pode atrasar o combate à inflação. Enquanto isso, na China, o índice Hang Seng encerrou o dia com uma queda de 1,7%, pressionado pelo setor financeiro, que afetou negativamente as ações de tecnologia.

Taxas de Juros EUA

Os investidores aumentaram rapidamente as apostas de que o Federal Reserve cortará as taxas de juros dos EUA este ano em um dia frenético de negociações que prejudicou o funcionamento dos mercados. Os movimentos do mercado na quarta-feira ocorreram uma semana antes de o Fed decidir sobre as taxas de juros, após meses de aumentos no ano passado. Muitos operadores de títulos agora esperam que o Fed não aumente as taxas, embora alguns ainda vejam uma chance de um aumento de 0,25 ponto percentual, uma vez que ainda luta contra a inflação persistente. As expectativas de um aumento de meio ponto prevaleceram nos mercados na semana passada. Os preços nos mercados futuros sugeriam que o Fed poderia começar a cortar as taxas em um quarto de ponto em junho e fazer novas reduções para reduzir a taxa de referência do banco central para 3,9%, o que seria mais de 1 ponto percentual abaixo do esperado pico de 4,9% em maio;

Atividade Econômica EUA

As vendas no varejo dos EUA caíram 0,4% em fevereiro em mais um sinal de que um ano de aumentos de preços e o esgotamento das economias da era da pandemia estão afetando o consumidor dos EUA. A queda desfez apenas parcialmente um aumento surpreendentemente forte de 3,2% em janeiro (atualizado de 3,0%), mas corroborou vários relatórios de setores voltados para o consumidor nas últimas semanas de que as famílias estão começando reduzir seu consumo devido aos preços mais altos. Também indica que a tendência crescente de demissões em todo o país começa a afetar os níveis de gastos, embora o desemprego permaneça historicamente baixo. O núcleo das vendas no varejo, que excluem as vendas de automóveis, caíram 0,1% no mês, em linha com as expectativas, enquanto as vendas excluindo gasolina ficaram estáveis. Ao mesmo tempo, houve o sinal mais claro em meses de que as pressões inflacionárias estão sendo eliminadas da manufatura dos EUA. Os preços ao produtor caíram 0,1% em fevereiro, e o aumento de janeiro foi revisado para 0,3%, de 0,7% inicialmente relatado. Economistas consultados pela Reuters previam que o PPI ganharia 0,3% no mês e avançaria 5,4% na comparação anual;

 

IBOVESPA -0,25% | 102.675 Pontos.   CÂMBIO +0,68% | 5,29/USD

Na agenda dessa quinta-feira, destaque para a decisão de política monetária do BCE sobre a EU. A aposta majoritária é um aumento de 0,25 pp na taxa principal de refinanciamento, mas não se descarta uma manutenção de alta de 0,5 pp. Também temos a divulgação de dados sobre o mercado imobiliário (início de casas, licenças de construção) e os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA.

No Brasil, analistas estão de olho no novo arcabouço fiscal que deve ser aprovado pelo presidente Lula antes de ser apresentado ao público.

Brasil

Após bater na sua cotação mínima de 2023 o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão da quarta-feira (15) com uma queda de 0,25%, aos 102.675 pontos. Impactado pela aversão a risco observada no exterior, relacionados à crise do Credit Suisse, o índice chegou a cair 2,17% chegando aos 100.692 pontos. Enquanto o dólar avançou 0,70% frente o real, encerrando o pregão aos R$ 5,29. As taxas futuras de juros fecharam em queda, DI jan/24 recuou de 13,055% para 12,945%; DI jan/25 caiu de 12,22% para 12,06%; DI jan/26 passou de 12,335% para 12,225%; e DI jan/27 recuou de 12,58% para 12,51.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)