DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em leve alta e no Brasil atenção para PMI e da balança comercial de fevereiro
Veja os números
(Brasília-DF, 01/03/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em leve alta e no Brasil atenção para PMI e da balança comercial de fevereiro.
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Nesta quarta-feira, as bolsas internacionais iniciaram o dia levemente em alta, com o índice S&P 500 futuros em alta de 0,2% e as bolsas europeias subindo 0,3%. Nos Estados Unidos, os investidores aguardam os indicadores da atividade em fevereiro, incluindo a sondagem Industrial ISM, o PMI Industrial S&P Global (leitura final) e das vendas de veículos nos Estados Unidos, todos referentes a fevereiro. Em janeiro, o PMI tinha caído para o nível mais baixo desde maio de 2020. Na Europa, os mercados reagiram positivamente à atividade industrial chinesa, apesar dos resultados mistos dos PMIs industriais dos países europeus. No geral, o PMI da zona do euro recuou para 48,5 pontos, e todos permanecem na zona de contração, abaixo de 50 pontos. Na China, o índice Hang Seng encerrou o dia em forte alta (+4,2% no dia), impulsionado pelas notícias de que a atividade industrial chinesa em fevereiro se expandiu pela primeira vez em sete meses, com força, em consequência do fim da política de Covid zero.
PMI da China
Segundo dados publicados ontem à noite, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Manufatureiro da China subiu de 50,1 em janeiro para 52,6 em fevereiro, o nível mais alto desde abril de 2012. Por sua vez, o índice Não-Manufatureiro, que mede a confiança empresarial nos setores de serviços e construção, aumentou de 54,4 para 56,3 no período. A marca de 50 pontos separa crescimento de contração na base mensal. A elevação dos índices de sentimento econômico, puxada pelo fim da “política de tolerância zero à Covid”, corrobora nosso cenário de forte recuperação do PIB da China em 2023 (crescimento de 5,5% ante 3,0% em 2022).
IBOVESPA -0,7% | 104.931 Pontos. CÂMBIO +0,34% | 5,23/USD
Na agenda econômica desta quarta-feira, atenções voltadas para a divulgação de dados de atividade dos Estados Unidos, com destaque para o PMI industrial. Os agentes de mercado também irão monitorar a estimativa preliminar do índice de inflação ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha relativo ao mês passado.
Por aqui, na esteira do anúncio da reoneração dos combustíveis, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou esperar atitude do Banco Central sobre o atual patamar de juros. No calendário, teremos a divulgação do PMI e da balança comercial de fevereiro.
Brasil
O Ibovespa caiu 0,74% na última terça (28), aos 104.931 pontos, acumulando perdas de 7,49% no mês de fevereiro. Além das incertezas fiscais e o noticiário político terem permanecido no radar, o desempenho das ações foi afetado pela perspectiva da manutenção das taxas de juros altas por mais tempo, tanto localmente quanto nos Estados Unidos. O dólar encerrou o mês a R$ 5,225 / US$, alta de 0,34% na véspera e de 2,9% no mês.
Da mesma forma, o último dia do mês foi marcado por uma elevação nas taxas futuras de juros, impulsionada pela espera de informações acerca da reoneração dos combustíveis, confirmada em coletiva ao final do dia. Também colaboraram para o sentimento de aversão a risco os dados fortes de inflação na Europa divulgados no dia, com reflexo nos títulos locais. DI jan/24 subiu de 13,345% para 13,37%; DI jan/25 passou de 12,595% para 12,685%; DI jan/26 avançou de 12,655% para 12,785%; DI jan/27 escalou de 12,81% para 12,97%.
Reoneração dos Combustíveis
No Brasil, o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, concedeu entrevista coletiva ontem ao lado do Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, para detalhar a retomada de tributos federais sobre combustíveis. Houve anúncio da reoneração de 47 centavos por litro de gasolina e de 2 centavos por litro de etanol. Com a redução de 13 centavos no preço da gasolina também anunciada ontem pela Petrobras, calculamos que o preço final do combustível (“na bomba”) terá um aumento líquido de 34 centavos. Incorporando tais fatores em nosso cenário-base de inflação, que considerava o retorno da tributação integral, chega-se a um efeito líquido baixista de aproximadamente 0,25pp sobre o IPCA. Desta forma, revisamos nossa projeção para a inflação de 2023, de 5,7% para 5,5%.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)