31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo atenção para definição da reoneração dos combustíveis e divulgação de índices econômicos na semana

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 27/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em positivo e no Brasil atenções ficarão voltadas a decisão sobre reoneração da gasolina. A agenda semanal traz diversos indicadores relevantes também, como o PIB do 4º trimestre, a taxa de desemprego (e demais estatísticas do mercado de trabalho) de dezembro, resultados fiscais (governo central e setor público consolidado) e de crédito referentes a janeiro, além do IGP-M de fevereiro. 

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As bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,4% e Europa +0,8%), após a pior semana do ano para os mercados de ações em ambos os lados do Atlântico. Na semana passada, os índices globais atingiram mínimas de seis semanas em resposta a um conjunto de dados que forçou os investidores a se prepararem para taxas de juros mais altas tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Nos EUA, a alta do índice de Preços ao Consumidor Pessoal (PCE) acima do esperado tende a manter a aversão ao risco, diante das perspectivas altistas para o juro americano. Já na Europa, o otimismo segue a esperança de dados locais de confiança do consumidor fortes, refletindo uma possível recuperação. Embora as pressões sobre os preços na zona do euro tenham apresentado sinais de redução recentemente, o Banco Central Europeu ainda deve aumentar as taxas em março devido às preocupações de que a inflação possa ser pior do que o esperado. Na China, o índice Hang Seng atingiu o nível mais baixo do ano, com queda de 0,3%, enquanto os investidores aguardam o Congresso Nacional do Povo, o evento político mais importante do ano que acontece ao final desta semana.

Mercado de trabalho dos EUA

Os números do mercado de trabalho dos EUA em janeiro vieram muito mais fortes do que o esperado na última sexta-feira. O crescimento do emprego acelerou no início do ano, com a criação líquida de 517 mil empregos (188 mil esperados). A taxa de desemprego ficou em 3,4%, seu nível mais baixo desde maio de 1969. Os resultados colocam o Federal Reserve em uma situação difícil, a medida que, na reunião de política monetária da semana passada, o Fed reduziu o ritmo de alta de juros para 0,25 p.p., apostando que a economia já estava esfriando o suficiente para aproximar a inflação da meta.

Inflação PCE dos EUA

Publicado na última sexta-feira, o núcleo do deflator com gastos do consumo de janeiro aumentou 0,57%, acima das expectativas que esperavam alta de 0,4%. Com isso, a variação anual passou de 4,60% em dezembro para 4,71% em janeiro. O indicador,  medida favorita de inflação do Fed, sugere a continuação de pressões de preços de base ampla e representa um viés de alta para nosso cenário de inflação. Ao mesmo tempo, representa uma evidência adicional – além dos indicadores superaquecidos do mercado de trabalho e da recuperação da atividade manufatureira – de que o Fed ainda tem trabalho a fazer para trazer a inflação mais próxima à sua meta de 2%.

IBOVESPA -1,67% | 105.798 Pontos.  CÂMBIO +1,23% | 5,20/USD

A semana que começa será carregada de divulgação de dados econômicos globais. Os destaque vão para inflação ao consumidor e ao produtor, e taxa de desemprego na Europa. Nos EUA, teremos a sondagens industriais e de serviços (ISM) e resultados de produtividade e custo da mão de obra.

Do lado corporativo, a temporada de resultados continua tanto no Brasil como lá fora. Por aqui, a temporada de balanços segue com nomes como BRF (BRFS3), Gerdau (GGBR4), Petrobras (PETR4), e Ambev (ABEV3) divulgando seus resultados do 4º trimestre de 2022. Nos EUA, as varejistas como Target, Costco, Macys e Lowe’s continuarão a dar mais cor à situação do consumidor americano.

Brasil

No Brasil, a imprensa segue destacando as discussões dentro do governo sobre a restauração dos impostos federais sobre a gasolina. Como os preços internacionais da gasolina e do diesel caíram nos últimos dias, uma possível saída seria um aumento gradual dos impostos, juntamente com uma redução dos preços domésticos pela Petrobras, seguindo a tendência mundial. O mercado aguarda a indicação do presidente Lula para o novo diretor de política monetária do Banco Central. O mandato do atual diretor, Bruno Serra, termina esta semana.

Resumo da Semana

Em semana com menos dias úteis devido ao feriado de Carnaval, o Ibovespa encerrou em queda de -3,1% aos 105.834 pontos. Os mercados globais tiveram uma semana negativa, puxada por perspectivas de juros mais altos nos EUA após dados de consumo ainda resilientes e a inflação ainda persistentemente alta. A maior queda foi de Via (VIIA3) que caiu mais de 13% na semana, com juros futuros apresentando forte volatilidade, o que pesa nas companhias que dependem do consumo das famílias. Além disso, Minerva (BEEF3) caiu quase 7%, impactada pelo caso atípico de vaca louca no Norte do país. O Dólar fechou a semana com alta de +0,7% em relação ao Real, em R$ 5,20/US$. E na Renda Fixa, as taxas de juros futuras fecharam em alta. O avanço foi conduzido pelo protagonismo da aversão ao risco tanto no mercado local quanto no offshore. DI jan/ 24 subiu de 13,385% para 13,47%; DI jan/25 avançou de 12,61% para 12,77%; DI jan/26 passou de 12,69% para 12,86%; e DI jan/27 escalou de 12,875% para 13,04%.

 

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)