DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil com agenda esvaziada o Mercado avalia fala de Lula, resultado do IBC-Br e CMN
Veja os números
(Brasília-DF, 17/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em negativo e no Brasil sem agenda destacada e esvaziada. O Mercado avaliou os movimentos e fala do presidente Lula e avaliação do IBC-Br e reunião do CMN.
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Bolsas internacionais amanhecem negativas (EUA -0,7% e Europa -0,7%) à medida que dados de inflação elevados e pronunciamentos de membros do Federal Reserve alimentaram preocupações com novos aumentos na taxa de juros americana. Nesta quinta-feira, a inflação ao produtor (PPI) veio acima do esperado ao registrar um aumento de 0,7% m/m vs. 0,4% das estimativas do consenso. Na Europa, Isabel Schinabel, membro do Banco Central Europeu, disse que o mercado está subestimando os riscos de uma inflação mais persistente na região e ainda há um longo caminho de aperto monetário. Na agenda econômica, o destaque ficará por conta da divulgação dos dados da inflação ao produtor (PPI) da Alemanha. Na China, o índice de Hang Seng (-1,3%) encerra sua terceira semana consecutiva em campo negativo, ao passo que os temores com as tensões geopolíticas seguem no radar.
Inflação nos EUA
O Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos Estados Unidos subiu 0,7% em janeiro, aumentando 6,0% nos 12 meses encerrados em janeiro de 2023 – ambos acima da expectativa do consenso. Após fortes dados de atividade e inflação nos últimos dias, os mercados começaram a discutir se o Federal Reserve precisará aumentar os juros em 0,50pp em sua próxima reunião de política monetária. Em janeiro a autoridade monetária optou por reduzir o ritmo de alta para 0,25pp. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse que havia argumentos econômicos convincentes para ter mantido o ritmo de 0,50pp em janeiro. James Bullard, presidente do Fed de St. Louis, disse que não descartaria defender a alta de 0,50pp em março. Ainda assim, o dólar se fortaleceu e os mercados acionários caíram com essa discussão.
Mercados amanhecem negativos, com investidores preocupados que o Federal Reserve (Fed) possa promover altas de juros mais fortes, após falas de seus integrantes e dados de inflação e atividade econômica acima das expectativas. Em dia de agenda internacional e doméstica esvaziadas, destaque para discurso de membros do Fed.
IBOVESPA +0,31% | 109.941 Pontos. CÂMBIO -0,10% | 5,22/USD
O Ibovespa fechou em alta de 0,31%, a 109.941 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira conseguiu se descolar do que foi visto nos Estados Unidos, com novas notícias do cenário político local. O dólar comercial teve queda de -0,10%, a R$ 5,22. As taxas futuras de juros fecharam em queda à medida que a temperatura do conflito entre o governo e o Banco Central esfria. Os agentes ajustaram suas posições no mercado de juros e retiraram parte dos prêmios incorporados na curva nos últimos dias. DI jan/24 caiu de 13,27% para 13,205%; DI jan/25 recuou de 12,59% para 12,535%; DI jan/26 passou de 12,69% para 12,675%; DI jan/27 oscilou de 12,865% para 12,87%; e DI jan/33 recuou de 13,395% para 13,37%.
IBC-Br no Brasil
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – uma proxy mensal para o PIB do Brasil – subiu 0,3% em dezembro em relação a novembro, encerrando uma sequência de quatro quedas consecutivas. Esse resultado foi um pouco melhor do que a estimativa do consenso de mercado (0,1%). A estimativa do time de Economia da XP para crescimento do PIB do quarto trimestre é de 0,1% no trimestre. Com o resultado de ontem, IBC-Br registrou expansão de 2,9% em 2022.
Entrevista do presidente Lula
No Brasil, o presidente Lula disse, mais uma vez, que não há razão para os juros estarem tão altos, pois – a seu ver – a atual alta da inflação não é impulsionada pela demanda. Em entrevista à CNN Brasil, Lula reafirmou que vai esperar o fim do mandato do presidente do Banco Central, Roberto Campos, para então avaliar se a independência do BC foi positiva para a economia brasileira. Ele também anunciou o aumento do salário mínimo a partir de maio e redução do imposto de renda da pessoa física.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)