DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem expressividade e no Brasil atenção voltada para as políticas fiscal e monetária
Veja os números
(Brasília-DF, 16/02/2023). A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados internacionais estão sem expressividade e no Brasil, as atenções continuam voltadas para a condução das políticas fiscal e monetária.
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Mercados globais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA 0% e Europa +0,5%), em tom de cautela, enquanto investidores digerem dados econômicos resilientes nos EUA, que podem catalisar novos aumentos na taxa de juros local. Nesta quarta-feira, as vendas do varejo cresceram superando as expectativas. Se por um lado a atividade econômica segue resiliente e sugere que uma recessão talvez não esteja tão próxima, investidores começam a ponderar se toda esta resiliência alinhada aos fortes dados de inflação e mercado de trabalho recentes irão catalisar a necessidade de um aperto monetário mais intenso para controlar a variação de preços. Na Europa, Fabio Panetta, membro do BCE, pontuou que a autoridade monetária europeia deveria desacelerar os aumentos da taxa de juros, dado que a inflação local já está arrefecendo. Na China, o índice de Hang Seng (+0,8%) encerra em leve alta, com expectativas de novos estímulos econômicos. Nesta quinta-feira, o presidente, Xi Jinping, pediu às autoridades locais que intensifiquem as medidas para estimular o consumo. Além disso, economistas apontam que há espaço para mais cortes nos requerimentos de reserva compulsória dos bancos.
Na agenda internacional desta quinta-feira (16), destaque para a divulgação de outros indicadores econômicos nos Estados Unidos: inflação ao produtor (PPI, na sigla em inglês) em janeiro; concessões de alvarás e novas construções residenciais em janeiro; sondagem industrial do Fed de Filadélfia referente a fevereiro; e pedidos iniciais de seguro-desemprego relativos à semana passada. Além disso, o mercado acompanhará discursos de vários membros do Fed.
Atividade econômica EUA
Conforme publicado ontem (15), as vendas no varejo dos Estados Unidos cresceram 3% em janeiro ante dezembro, acima do consenso de mercado (ganho de 2%). O chamado “grupo de controle do varejo” – representa as vendas utilizadas para estimação das despesas de consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês) – subiu 1,7% na comparação mensal, também uma surpresa altista, já que a expectativa do mercado apontava para elevação de 1%. Em relação à abertura setorial, os destaques positivos foram: alimentação/bebidas, eletroeletrônicos, móveis e artigos de decoração, concessionárias de veículos e lojas de departamentos (o último grupo saltou de 17,5% em janeiro). Por outro lado, os grupos de postos de combustíveis, materiais de construção e e-commerce registraram resultados negativos. A sondagem industrial Empire State do Fed de Nova Iorque também trouxe números encorajadores. O índice geral melhorou de -32,9 pontos para -5,8 pontos entre janeiro e fevereiro, muito acima da previsão do mercado (-18,0 pontos). Por fim, o indicador de Emprego recuou 9,4 pontos em fevereiro ante janeiro (de 2,8 para -6,6). Este resultado significou a primeira leitura negativa em mais de 2 anos. Ademais, a produção manufatureira dos Estados Unidos avançou 1% em janeiro ante dezembro, ligeiramente acima da estimativa mediana dos analistas (alta de 0,8%).
IBOVESPA +1,6% | 109.600 Pontos. CÂMBIO +0,5% | 5,22/USD
No Brasil, as atenções continuam voltadas para a condução das políticas fiscal e monetária. Na agenda de indicadores econômicos, destaque para a publicação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) – proxy mensal do PIB – referente a dezembro. As estimativas apontam para virtual estabilidade ante novembro e crescimento ligeiramente superior a 1% em relação ao mesmo mês de 2021.
Brasil
O principal índice da Bolsa brasileira encerrou o pregão da quarta-feira (01) com uma alta de 1,6%, aos 109.600 pontos. Enquanto o dólar avançou 0,5% frente ao real, encerrando o pregão aos R$ 5,22. As taxas futuras de juros fecharam em queda firme ao longo de toda a estrutura a termo da curva. O dia foi marcado por uma melhora na percepção de risco dos agentes devido à redução de ruídos na relação entre o governo federal e o Banco Central. DI jan/24 caiu de 13,45% para 13,285%; DI jan/25 recuou de 12,865% para 12,615%; DI jan/26 regrediu de 12,98% para 12,705% e DI jan/27 cedeu de 13,135% para 12,88%.
Política fiscal Brasil
Segundo declarações feitas ontem pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a apresentação do novo arcabouço fiscal será antecipada para março e, além disso, a discussão sobre metas de inflação não está na pauta da reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) que será realizada hoje à tarde. Com isso, os ativos financeiros melhoraram na sessão de quarta-feira. Ainda sobre política fiscal, a equipe econômica da XP publicou um estudo aprofundado sobre os potenciais impactos da elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Segundo as simulações, a proposta de correção da tabela do IRPF pode ter um impacto anual de até R$ 142 bilhões.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)