31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil valaição da entrevista de Campos Neto na noite dessa segunda-feira

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 14/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão positivos e no Brasil atenção para repercussão da entrevista de Campos Neto, do Banco Central.

 

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No dia de hoje as bolsas internacionais amanhecem levemente positivas (EUA +0,2% e Europa +0,5%) enquanto investidores aguardam os dados da inflação ao consumidor (CPI) dos EUA. Na Europa, o destaque ficará por conta da prévia do PIB da Zona do Euro. Analistas esperam que a região será capaz de crescer 0,1% vs. o trimestre anterior e seguir escapando, por pouco, de uma recessão. Na China, o índice de Hang Seng (-0,2%) encerra em leve baixa, com o tom ainda cauteloso do mercado devido às tensões geopolíticas.

Inflação ao consumidor dos EUA

A inflação ao consumidor (CPI) americana referente ao mês de janeiro é o destaque do dia. O consenso de mercado espera uma variação anual de 6,2% no índice de preços e 0,5% no mês contra mês no número principal, além de 0,4% para o núcleo da inflação. Uma leitura benigna pode acrescentar evidências para o cenário de que o esforço do Fed no combate à inflação está dando resultado. Caso a inflação venha acima do esperado, a narrativa de um possível “soft landing” pode perder força.

BOVESPA +0,9% | 108.836 Pontos.  CÂMBIO -0,9% | 5,18/USD

No Brasil, o destaque fica por conta do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que concedeu importante entrevista no dia de ontem.

No mercado internacional, as atenções ficarão voltadas para os dados de inflação ao consumidor dos EUA que serão divulgados hoje.

Brasil

No mercado de ações brasileiro, o Ibovespa encerrou o dia de ontem em alta de 0,70%, aos 108.836 pontos, em linha com o bom humor dos mercados internacionais. Enquanto isso o dólar futuro para o mês de março encerrou em queda, cotado aos R$ 5,17 e no mercado de juros, as taxas futuras fecharam mistas. Os vértices curtos e intermediários encerraram em alta, à medida que cresce a pressão política entre o Banco Central e o Poder Executivo, enquanto a ponta longa da curva finalizou o pregão em queda seguindo o movimento do mercado externo. DI jan/24 subiu de 13,44% para 13,51%; DI jan/25 avançou de 12,87% para 12,95%; DI jan/26 passou de 12,965% para 12,98%; e DI jan/27 recuou de 13,10% para 13,08%.

Entrevista de Roberto Campos Neto

No Brasil, o presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos, concedeu uma entrevista ao tradicional programa de TV Roda Viva. Campos afirmou que o Banco Central deve trabalhar em conjunto com o Poder Executivo para o bem da economia brasileira. E destacou que o foco do BC é melhorar as condições sociais e o bem-estar por meio da contenção da inflação. A nosso ver, ficou claro que o objetivo de Campos era reduzir a tensão entre a Autoridade Monetária e o governo.  Acreditamos que ele usou a linguagem correta para atingir esse objetivo. Dito isso, acreditamos que as políticas fiscais e parafiscais se tornarão mais expansionistas daqui para frente; e que as expectativas de inflação permanecerão acima da meta. Assim, vemos pouco espaço para cortes de juros nos próximos trimestres. Isso significa que as tensões podem diminuir por ora, mas podem aumentar novamente adiante.

Mercado em Gráfico

O Banco Central manteve a taxa Selic em 13,75% pela quarta reunião consecutiva e reafirmou que as dúvidas em relação à trajetória fiscal do país e as perspectivas de inflação seguem no radar para futuras decisões. Nosso time de economia da XP projeta que a Selic fique nos atuais níveis contracionistas ao longo deste ano, de forma a compensar a política fiscal expansionista. Essa expectativa de juros em patamares altos ao longo de todo ano de 2023 pode impactar na performance das empresas. Como mostramos no gráfico, as empresas que pagam dividendos – ou seja, as empresas que geram caixa – performam melhor do que as empresas que não geram caixa, em períodos de taxas de juros mais altas. As empresas que não geram caixa – empresas de “crescimento” – fazem mais dívidas para financiar seu crescimento. Com um juros mais altos, o custo da dívida dessas empresas aumenta, impactando negativamente no resultado dessas companhias. Em momentos como o que estamos agora, de juros altos e previsão de que sigam nesse patamar em 2023, a melhor alternativa é se posicionar de maneira mais defensiva, evitando ações com altos valuations e correlacionadas negativamente com taxas crescentes de juros. Seguimos com foco nos principais temas: 1) commodities; 2) histórias de crescimento secular e 3) Qualidade a um preço razoável (“QARP”).

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)