31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem sinais claros e no Brasil atenção para divulgação do IGP-10 e o IBC-Br

Veja os números

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Mercados globais sem sinais claros

(Brasília-DF, 13/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão sem direção clara e no Brasil atenção para o IGP-10 e o IBC-Br de dezembro.

 

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Os mercados globais amanhecem sem direção definida (EUA -0,1% e Europa +0,3%) enquanto investidores calibram suas apostas quanto aos novos aumentos na taxa de juros americana e aguardam os dados da inflação ao consumidor (CPI). Após o tom mais duro dos membros do Federal Reserve na última semana, o mercado agora precifica uma taxa de juros terminal de 5,2% vs. cerca de 4,9% anteriormente. Podemos ver ainda mais pressão sobre as ações caso os dados de inflação não continuem em tendência de queda e se aproximem do consenso de 6,2%. Na Europa, a Comissão Européia revisou sua previsão de crescimento para a zona do euro para 0,9% este ano, em vez dos 0,3% previstos em novembro passado. A economia da região provou ser mais resiliente do que se temia diante da guerra da Rússia na Ucrânia. Na China, o índice de Hang Seng (-0,1%) encerrou sem movimentos expressivos, ao passo que o rali de reabertura segue perdendo força e em meio ao aumento de tensões geopolíticas entre a China e os EUA após novos objetos aéreos serem identificados em ambos os países.

Mercado de trabalho dos EUA

Os números do mercado de trabalho dos EUA em janeiro vieram muito mais fortes do que o esperado na última sexta-feira. O crescimento do emprego acelerou no início do ano, com a criação líquida de 517 mil empregos (188 mil esperados). A taxa de desemprego ficou em 3,4%, seu nível mais baixo desde maio de 1969. Os resultados colocam o Federal Reserve em uma situação difícil, a medida que, na reunião de política monetária da semana passada, o Fed reduziu o ritmo de alta de juros para 0,25 p.p., apostando que a economia já estava esfriando o suficiente para aproximar a inflação da meta.

Na agenda doméstica, a semana terá a divulgação do IGP-10 de janeiro e o IBC-Br de dezembro. Do lado político, as sinalizações do governo acerca da mudança da meta de inflação para os próximos anos e autonomia do Banco Central devem continuar a ser destaque nos noticiários.

IBOVESPA +0,1% | 108.078 Pontos.   CÂMBIO -1,1% | 5,22/USD

A semana começa com sentimento de cautela de investidores, que aguardam dados de inflação ao consumidor dos EUA na terça-feira. O número deve permanecer relativamente alto, o que pode levar a mais aumentos nas taxas de juros pelo Federal Reserve. Além disso, serão divulgados dados de vendas do varejo e produção industrial americanos.

Brasil

No Brasil, o destaque da semana fica pela reunião do CMN na quinta-feira (16), para qual parte do mercado e integrantes do PT esperam que mudanças nas metas de inflação de 2024 em diante sejam pautadas. Ainda, segundo o Valor, um acordo entre governo e Senado deve fazer com que a tramitação Lei das Estatais volte a avançar. E o governo trabalha para derrubar a MP que desonera IR para estrangeiros que investem em títulos privados no Brasil.

Temporada de resultados do 4º trimestre

A temporada de balanços corporativos segue com nomes como Assaí (ASAI3), Weg (WEGE3), Renner (LREN3) e Vale (VALE3) divulgando seus resultados do 4º trimestre de 2022 ao longo da semana. Pra ver detalhes do que esperar e como foram os balanços já publicados até agora, clique aqui.

Resumo da Semana

Em semana marcada por bastante volatilidade por conta da política local, o Ibovespa encerrou em queda de -0,4% aos 108.078 pontos. Como destaque negativo, a Alpargatas (ALPA4) registrou queda de -24,6% após os resultados do 4T22 decepcionarem o mercado. Na ponta oposta, São Martinho registrou alta de 10,6% , com a alta do açúcar na bolsa internacional e as ações também vêm ganhando destaque desde que a empresa anunciou que produzirá etanol a partir do milho como matéria-prima.

O Dólar fechou a semana com alta de +1,6% em relação ao Real, em R$ 5,21/US$. E na Renda Fixa, a cautela e a aversão a risco por parte dos investidores permanecem elevadas no mercado de juros. No entanto, na semana passada, houve o incremento de mais um ponto de atenção: o ruído entre o órgão monetário, Banco Central  e o Poder Executivo. DI jan/24 oscilou de 13,44% para 13,46%; DI jan/25 subiu de 12,895% para 12,92%; DI jan/26 subiu de 12,99% para 13,013% e DI jan/27 oscilou de 13,14% para 13,12%.

(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)