31 de julho de 2025
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GOLPISTAS SOB PRESSÃO: Operação Lesa Pátria em curso nesta sexta-feira com três mandatos de prisão entre outras medidas nos estados de Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal.

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Polícia Federal em ação

( reeditado) 

(Brasília-DF, 03/02/2023) A manhã desta sexta-feira, 03, começou movimentada para os que estiveram envolvidos nos atos do 8 de janeiro.

A Polícia Federal deflagra a quarta fase da “Operação Lesa Pátria”, com o objetivo de identificar pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos em 8 de janeiro, em Brasília/DF, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos por pessoas que promoveram violência e dano generalizado contra os imóveis, móveis e objetos daquelas instituições.

Estão sendo cumpridos três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal, nos estados de Rondônia, Goiás, Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal.

Os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição e deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido.

As investigações continuam em curso e a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas.

Pedindo denúncias

A Polícia Federal está divulgando uma campanha pedindo que a população caso tenha informações sobre a identificação de pessoas que participaram, financiaram ou fomentaram os fatos ocorridos em 8/1, em Brasília/DF, encaminhe para o e-mail [email protected]

 

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Um dos alvos foi um policial legislativo lotado no Senado. O objetivo é apreender armas e outros materiais que possam comprovar a violação de dever funcional, por instigação e facilitação da ação de executores dos crimes de abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado que vandalizaram o prédio. O agente também teria deixado de combater os invasores do Senado no dia 8 de janeiro de 2023, conduta que caracteriza omissão imprópria.

O agente público já foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos. Entre os pedidos apresentados pelo coordenador do Grupo, subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, está o afastamento da função. Também foram requeridos bloqueio de bens, impedimento de deixar o país e proibição de uso de redes sociais. Todos os pedidos foram acolhidos pelo relator do caso no STF, ministro Alexandre de Moraes. O agente também está proibido de se aproximar do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. As medidas são resultado de trabalho conjunto entre a PGR e o próprio Senado, que promoveu, por meio da polícia legislativa, apuração prévia do fato.

Em outra frente, foi cumprido, também nesta manhã, mandado de busca e apreensão em endereço ligado a uma advogada, que teria recolhido aparelhos celulares de participantes da invasão aos prédios públicos na Praça dos Três Poderes. A atitude é investigada por representar a possibilidade de obstrução de justiça. O pedido que levou à decretação das medidas cautelares foi apresentado a partir de informações reunidas nas audiências de custódia dos detidos em flagrante no dia dos atos.

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)