DESTAQUE DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil expectativa para reunião do Copom e definição da taxa Selic
Veja os números
(Brasília-DF, 01/02/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em negativo e no Brasil atenção ao resultado da reunião do Copom com a definição da Taxa Selic.
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Mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,4% e Europa +0,2%) enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve e novos resultados das companhias americanas. Na China, o índice de Hang Seng (+1,1%) encerra em leve alta, mesmo com sinais de que a reabertura econômica do país segue não sendo linear.
Estados Unidos
Nesta quarta-feira, o consenso dos analistas de mercado espera que o banco central americano (Fed) desacelere o ritmo de altas nas taxas de juros para 25 pontos-base, à medida que o pico da inflação deve ter ficado em 2022. Além disso, a temporada de resultados avançará com a publicação do balanço da Meta. Até o momento, as companhias seguem surpreendendo positivamente: das 165 empresas do S&P 500 que já reportaram seus balanços, 70% superaram as estimativas de lucro.
Zona do Euro
Na Europa, a prévia da inflação da Zona do Euro registrou uma variação anual de 8,5%, marcando o terceiro mês seguido de quedas no índice de preços ao passo que os preços de energia arrefecem.
Amanhã, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra também divulgarão seus últimos anúncios sobre taxas de juros. Para ambos os casos, a expectativa é de aumento das taxas em 0,50pp.
Investidores também estarão de olho na reunião de hoje da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), onde os produtores devem endossar suas atuais metas de produção acordadas em novembro.
Dados da China
Os dados do índice de gerentes de compras (PMI) de manufaturas da Caixin/S&P Global registraram 49,2 pontos, abaixo das estimativas do consenso de 49,8 pontos e ainda em campo contracionista. Apesar disso, houve uma melhora da indústria em janeiro ante o mês anterior. O resultado indica que a China ainda sofre os efeitos da Covid, especialmente pela grande quantidade de infecções após o fim da política de restrições, o que lança dúvidas sobre o momento da recuperação chinesa.
IBOVESPA +1,0% | 113.431 Pontos. CÂMBIO -0,8% | 5,07/USD
O destaque do dia fica por conta das decisões de política monetária dos bancos centrais nos Estados Unidos e no Brasil nesta “super quarta”. No território americano, espera-se uma alta de 0,25 pp. na taxa básica de juros, tendo em vista as recentes quedas na inflação e o arrefecimento da atividade econômica no país. A expectativa ficará também por conta do discurso de Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), após o anúncio da decisão. No Brasil, a expectativa é de manutenção da taxa de juros em 13,75%, e de uma Ata que indique preocupação crescente com a consolidação fiscal e seus efeitos sobre expectativas de inflação.
Brasil
O Ibovespa fechou em alta de 1,03% nesta terça-feira (31), aos 113.431 pontos, somando alta de 3,37% no mês de janeiro. Os destaques foram as ações exportadoras de commodities, no contexto da reabertura da China, além das varejistas, que absorveram a queda de Americanas.
Da mesma forma, o dólar encerrou o mês de janeiro com queda acumulada de 3,8%, sendo -0,75% na terça-feira, cotado a R$ 5,07. No geral, as moedas ganharam força frente ao dólar no último mês, com as expectativas de que os Estados Unidos passe a subir menos a sua taxa juros.
As taxas futuras de juros brasileiras fecharam próximas ao pregão anterior, com viés de queda. O movimento aconteceu diante de um ambiente global de pequeno recuo nos rendimentos (yield) dos títulos públicos e de comentários de membros do Ministério da Fazenda, que foram recebidos positivamente pelo mercado. DI jan/24 oscilou de 13,55% para 13,545%; DI jan/25 passou de 12,87% para 12,84%; DI jan/26 recuou de 12,795% para 12,78%; DI jan/27 cedeu de 12,85% para 12,83%. No entanto, na comparação mensal, as taxas futuras abriram cerca de 20 bps nos vértices mais longos, com os ruídos do caso Americanas e do noticiário político aumentando a aversão a risco localmente.
Noticiário brasileiro
O Congresso eleito em outubro toma posse hoje, e também ocorre a eleição dos presidentes da Câmara e Senado em Brasília, com Arthur Lira (atual presidente da Câmara) e Rodrigo Pacheco (atual presidente do Senado) tentando a reeleição.
Ontem, a divulgação dos dados de emprego formal do Caged, mostrou a destruição líquida de 431 mil empregos formais em dezembro, bem abaixo das expectativas. Esses resultados refletem a forte desaceleração da atividade econômica ao longo do 2º semestre de 2022. Prevemos uma criação líquida total de aproximadamente 800 mil empregos formais em 2023, após um saldo significativo de 2,04 milhões de empregos em 2022.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)