DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil depois de dólar em baixa na semana em que haverá reunião do Copom
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(Brasília-DF, 30/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando os mercados globais em negativo e no Brasil atenção pois dólar fechou em baixa na semana passada e haverá reunião do Copom nesta semana.
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Mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,8% e Europa -0,6%) em semana movimentada por decisões de política monetária e resultados das big techs. Nos EUA, teremos o início da reunião do FOMC nesta terça-feira, o consenso dos analistas espera que o banco central americano desacelere o aumento da taxa de juros para 25 pontos-base. Em relação à temporada de resultados, nesta semana teremos nomes relevantes como: Apple, Meta, Amazon e Alphabet. Até o momento, a temporada segue em tom positivo, das 147 empresas do S&P 500, que reportaram seus balanços, 68% superaram as estimativas de lucro, segundo dados da Refinitiv. Na Europa, o foco dessa manhã ficou por conta da contração de -0,2% do PIB alemão no último tri do ano passado, que coloca o país no caminho para uma recessão. Na China, o índice de Hang Seng (-2,7%) encerrou em baixa, em movimento de realização de lucros após melhor início de janeiro desde 1984.
IBOVESPA -1,63% | 112.316 Pontos. CÂMBIO +0,74% | 5,11/USD
Essa será uma semana muito relevante de dados e política monetária. Na quarta-feira, teremos a decisão de juros do Federal Reserve e do Copom, na quinta-feira, será a vez do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. E na sexta-feira, o destaque será a relatório de emprego dos EUA. Além da agenda econômica bastante carregada, será uma semana importante para a temporada de resultados do quarto trimestre de 2022 lá fora. Por fim, no cenário político brasileiro, Brasília estará agitada com a volta do Congresso e a eleição das mesas da Câmara e do Senado.
Brasil
O Ibovespa fechou o segundo pregão do ano em baixa de 0,39% aos 103.514 pontos, enquanto o dólar ficou praticamente estável, caindo 0,09% e fechando a R$ 5,68.
Copom
O Banco Central do Brasil também realiza reunião de política monetária nesta semana. O time de Economia da XP espera que o Copom mantenha a taxa Selic em 13,75% e a maior parte do comunicado pós-reunião inalterado. Eles acreditam que o balanço de risco para a inflação não mudou muito desde a última reunião do Copom. Dito isso, é provável que o Copom utilize o comunicado oficial para revelar sua preocupação com o recente aumento das expectativas de inflação de médio prazo (revelado pela Pesquisa Focus do Banco Central).
Perpectivas de Alocação Global
Buscando trazer mais clareza sobre nossas visões acerca dos principais mercados e temáticas de investimentos, os times de Research Internacional e de Alocação & Fundos estão atualizando as perspectivas de alocação global, que apresenta os níveis das convicções sobre cada tema, região ou país. A ideia é mostrar nossas opiniões e preferências, atualizadas trimestralmente, em relação a uma alocação neutra em mercados globais medido pelo MSCI ACWI. Por fim, listamos produtos/fundos da plataforma da XP que são opções de exposição a cada um desses temas. Veja o relatório aqui.
Resumo da Semana
O Ibovespa encerrou a semana com uma alta de 0,3% aos 112.316 pontos. Como destaque positivo, Magazine Luiza (MGLU3) subiu quase 19% na semana, com os investidores ainda repercutindo a possibilidade da companhia ocupar a fatia do mercado da Americanas. Dentre as maiores quedas, Bradesco (BBDC4) caiu mais de 6% devido à expectativa de resultado ruim e sua posição relevante como credor da Americanas (AMER3).
Já o Dólar fechou a semana com baixa de -1,9% em relação ao Real, em R$ 5,11/US$. E na Renda Fixa, em movimento de aversão a risco, as taxas de juros fecharam a semana em alta, principalmente nos vértices mais longos. No ambiente doméstico, permanece a predominância de cautela devido, principalmente, aos receios sobre o cenário fiscal do país. Na seara internacional, os agentes financeiros responderam a dados pouco favoráveis da inflação medida pelo PCE Deflator, a poucos dias da decisão de política monetária pelo Federal Reserve. DI jan/24 subiu de 13,50% para 13,57%; DI jan/25 passou de 12,70% para 12,85%; DI jan/26 foi de 12,61% para 12,79% e DI jan/27 avançou de 12,675% para 12,86%.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio