Governadores se manifestaram sobre o encontro com Lula; bolsonaristas como Tarcísio Freitas e Jorginho Mello, não citaram Lula, mas os interesses de seus estados
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(Brasília-DF, 27/01/2023) Vários dos governadores e governadoras se manifestaram em suas redes socias após o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Planalto, e depois do almoço no Palácio do Itamaraty.
Ao final do encontro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que o presidente Lula escalou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para acompanhar os governadores no Supremo Tribunal Federal (STF) e tratar sobre as perdas dos estados com a redução do ICMS.
Segundo o governador do Pará, Helder Barbalho, os estados da Região da Amazônia apresentaram demandas específicas. "Solicitamos que o Conselho da Amazônia seja o fórum protagonista transversal de discussão do desenvolvimento regional da Amazônia, que dialogue no combate às irregularidades ambientais, mas também possa discutir transição no uso do solo e economia de baixo carbono, e isso foi acolhido por parte do presidente", afirmou.
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, afirmou que a reunião foi importante para "acolher" as necessidades e dificuldades dos estados, dando início à busca de soluções. De acordo com o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, a Casa Civil já tem um calendário de agenda de reuniões para definir um plano de trabalho entre os estados e o Governo Federal.
A tucana Raquel Lyra, de Pernambuco, disse que Pernambuco tem pressa. Publicou foto com Lula no Planalto mas não cirou o nome dele em sua rede social após o encontro e almoço no Itamaraty.
“Desde ontem em Brasília, dialogando com o Gov Federal, com o intuito de criarmos uma agenda de trabalho que viabilize mais desenvolvimento para o nosso Estado. As prioridades do nosso povo foram apresentadas. Pernambuco tem pressa e vai recuperar o seu protagonismo. Vamos juntos!”, disse.
Lula posa com governadores no Palácio do Itamaraty
O governador Jorginho Mello, de Santa Catarina, um dos estados mais bolsonaristas do país, disse no Twitter, sem citar o nome do presidente Lula que defendeu as o que o Estado aplicou em rodoviais federais seja abatido da dívida pública com a União.
“Também tratamos dos R$ 465 milhões que o @GovSC já investiu nas BRs. Lutamos para que esse valor seja abatido da dívida pública, assim teremos condições de fazer aquilo que a sociedade quer e precisa.”, disse.
O governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas, também ligado a Bolsonaro falou da reunião dos governadores e também não citou Lula.
“Participei hoje, em Brasília, do encontro de governadores. Falamos sobre a importância do financiamento p/ a saúde e cuidado c/ as Santas Casas, além das obras prioritárias voltadas à mobilidade urbana. Pilar importante da nossa gestão será o diálogo em prol dos interesses de SP.”, disse no Twitter.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)