DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em negativo e no Brasil além das questões políticas tem o caso Americanas
Veja os números
(Brasília-DF, 25/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em negativo e no Brasil atenção para os movimentos políticos e o caso Americanas.
Veja mais:
Mercados globais amanhecem negativos (EUA -0,8% e Europa -0,8%) após projeções aquém do esperado da Microsoft ativarem um movimento de aversão ao risco no mercado.
Na Europa, o índice de clima de negócios na Alemanha melhorou pelo quarto mês consecutivo e alcançou 90,2 pontos vs. 88,6 do mês anterior. A resiliência da economia tem melhorado as expectativas dos negócios locais e, economistas começam a ponderar se o país conseguirá escapar de uma recessão. No Reino Unido, a inflação ao produtor (PPI) recuou -0,8% mês a mês e registrou uma variação anual de 14,7% em dezembro.
Na China, as bolsas locais permanecerão fechadas por conta do feriado de Ano Novo Lunar.
Inflação nos EUA (PMI)
Nos Estados Unidos, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) Composto subiu de 45,0 pontos em dezembro para 46,6 pontos em janeiro, alimentando a narrativa de uma possível recessão no país.
Embora o índice tenha atingido o nível mais alto em três meses, os respondentes da pesquisa ainda relataram arrefecimento da demanda e inflação alta como “ventos contrários” relevantes à atividade econômica local. Leituras abaixo de 50,0 pontos indicam contração da atividade.
Esses resultados reforçam o quadro de desaceleração da economia dos Estados Unidos – sobretudo devido a condições monetárias mais apertadas –, mas há dúvidas se haverá recessão em 2023. Neste sentido, os índices prospectivos da pesquisa da S&P Global sugerem melhoria na confiança dos agentes econômicos no curto prazo.
IBOVESPA +1,16% | 113.028 Pontos. CÂMBIO -1,10% | 5,14/USD
Em dia de agenda esvaziada de indicadores econômicos, tanto no exterior quanto no Brasil, as atenções devem estar voltadas à divulgação de resultados corporativos das empresas.
Além disso, os mercados acompanham os dados de inflação publicados na véspera que, no geral, indicaram desaceleração dos preços. Nos EUA, fica no radar dos agentes financeiros uma possível recessão no país.
No campo político, está prevista a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Uruguai, após passar dois dias na Argentina, no intuito de buscar uma saída diplomática para preservar o Mercosul – Mercado Comum do Sul.
Brasil
Na contramão do mercado externo, o Ibovespa registrou ganho de 1,16% no pregão de ontem (25), aos 113.028 pontos. Em um dia de recuperação de ativos, os destaques foram os bancos e as varejistas, compensando a queda da Petrobras, que anunciou aumento da gasolina e a aprovação do Compliance para o senador Jean Paul Prates assumir a Presidência.
O dólar caiu -1,10% para R$ 5,14. Da mesma forma, as taxas futuras de juros fecharam em queda, após quatro sessões consecutivas de alta. O movimento reflete, principalmente, os sinais de desaceleração da atividade global e a perspectiva de redução no ritmo de aperto monetário pelo Federal Reserve. Do lado doméstico, o único fator favorável foi uma leitura positiva da abertura do IPCA-15 de janeiro. DI jan/24 oscilou de 13,56% para 13,49%; DI jan/25 recuou de 12,855% para 12,69%; DI jan/26 caiu de 12,835% para 12,655% e DI jan/27 passou de 12,915% para 12,73%.
No caso Americanas, a empresa entregou à Justiça a lista de credores nesta quarta-feira (25), relacionando débitos no valor de R$ 41,2 bilhões e 7.967 nomes. Além disso, em mais um embate entre a Americanas e os bancos credores, a Companhia conseguiu a liberação na Justiça do valor de R$ 1,2 bilhão em aplicações bloqueadas pelo BTG, tendo sido determinado que seja utilizado exclusivamente para a atividade fim da Companhia. Na mesma linha, após a restituição de recursos pelo Itaú e Bradesco, os bancos Safra e Votorantim deverão depositar judicialmente os recursos que haviam sido retidos, até uma decisão final.
Inflação no Brasil (IPCA-15)
Conforme divulgado ontem (24), o IPCA-15 – prévia da inflação mensal – subiu 0,55% em janeiro ante dezembro, ligeiramente acima da nossa estimativa (0,53%) e do consenso de mercado (0,51%). No entanto, as medidas de núcleo e difusão da inflação vieram abaixo das expectativas, reforçando o cenário de desinflação gradual na economia brasileira.
Apesar dos sinais benignos advindos da leitura do IPCA-15, a equipe econômica da XP revisou para cima sua previsão para o IPCA de 2023, de 5,4% para 5,7%, com os preços de emplacamento e licenciamento de veículos vieram muito acima do projetado, e o anúncio da Petrobras de um reajuste de 7,4% no preço da gasolina.
A projeção de alta do IPCA em 2024 permaneceu em 4,0%.
Prévias de Resultados Corporativos no Brasil
O time de Equities XP segue acompanhando a divulgação de resultados trimestrais das empresas. Acompanhe todas as análises aqui.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)