31 de julho de 2025
Brasil e Poder

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem expressividade e no Brasil avaliação sobre a primeira reunião ministerial e sentimento de alinhamento de discurso

Veja os números

Publicado em
Mercados sem expressividade, neste início de sexta-feira

(Brasília-DF, 06/01/2023) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da Xp Investimentos apontando os mercados globais em expressividade e no Brasil atenção a primeira reunião ministerial, avaliação do IGP-DI de dezembro e um sentimento de alinhamento de discurso dentro do Novo Governo.

Veja mais:

Bolsas internacionais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA +0,1% e Europa 0%) enquanto investidores aguardam a divulgação do relatório de empregos (Payroll) nos EUA. Na Europa, a prévia da inflação na Zona do Euro registrou 9,2% no acumulado dos últimos 12 meses, marcando o segundo recuo consecutivo. Mesmo com o recuo, devido ao patamar ainda elevado, o Banco Central Europeu deverá continuar com sua postura contracionista. Na China, o índice de Hang Seng (-0,3%) encerra em leve baixa, mas conclui a semana com o melhor começo do ano desde 1999, segundo a Bloomberg. Novos estímulos direcionados ao mercado imobiliário também contribuíram para o otimismo dos investidores. O banco central chinês permitirá que os governos locais reduzam as taxas de hipoteca para compradores de novas casas se os preços caírem por três meses consecutivos

Mercado de trabalho dos EUA

Os números do mercado de trabalho dos EUA de dezembro serão publicados hoje. O consenso de mercado espera que a economia tenha criado 202 mil empregos no mês passado, mantendo a taxa de desemprego em 3,7%. O estado do mercado de trabalho é fundamental para a política monetária, já que o baixo nível de emprego e o aumento dos salários tendem a pressionar a inflação de serviços, que continua elevada. Membros do Fed – o banco central americano – repetiram em comunicações recentes que desejam ver alguma folga no mercado de trabalho antes de parar de aumentar as taxas de juros.

Inflação na Zona do Euro

A inflação medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI) da Zona Euro caiu pelo segundo mês consecutivo (- 0,3% mês contra mês em dezembro). A taxa de variação anual diminuiu de 10,1% em novembro para 9,2% em dezembro, abaixo das expectativas do mercado de 9,5%. Isso também marcou a segunda queda na variação anual após o aumento por 16 meses consecutivos, o que sugere que a inflação provavelmente atingiu o pico em outubro. No geral, a queda foi impulsionada principalmente pela flexibilização adicional dos preços de energia. A equipe de economia da XP espera que o processo desinflacionário continue ao longo do ano e, em relação à política monetária, que o Banco Central Europeu eleve os juros em 0,50 pp em suas próximas reuniões – em linha com o comunicado bastante duro apresentado após a reunião de política monetária de dezembro. A política monetária mais apertada é fundamental para garantir a desinflação esperada ao longo deste ano.

IBOVESPA +2,2% | 107.641 Pontos.    CÂMBIO -1,9% | 5,35/USD

Mercados amanhecem de lado, à espera dos novos dados do mercado de trabalho americano. Nesta manhã, investidores aguardam pela divulgação do relatório de emprego – payroll – que serve de parâmetro para tomada de decisão do Federal Reserve sobre os rumos da política monetária do país.

No Brasil, em dia de agenda de indicadores esvaziada, as atenções seguem voltadas para o noticiário político. O presidente Lula participará da primeira reunião ministerial do novo governo, que visa alinhar os discursos entre os integrantes dos ministérios e o presidente.

Brasil

O Ibovespa fechou em alta de 2,2%, a 107.641 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira se descolou das quedas registradas nos Estados Unidos, beneficiado pelo noticiário interno. O dólar comercial caiu -1,9%, a R$ 5,35. As taxas futuras de juros fecharam em queda à medida que os investidores devolvem parte dos prêmios de risco embutidos nos três primeiros dias de negociação do ano. O catalisador positivo, de acordo com os agentes financeiros, foi a indicação de que as lideranças do governo irão alinhar os discursos proferidos por ministros daqui em diante. DI jan/24 saiu de 13,75% para 13,70%; DI jan/25 de 13,215% para 13,135%; DI jan/26 foi de 13,19% para 13,055% e o DI jan/27 passou de 13,23% para 13,075%.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)