31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais sem expressividade e no Brasil algum alívio com novas declarações e se espera números da indústria

Veja os números

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Mercados com sinais mistos

(Brasília-DF, 05/01/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “moorning Call” da Xp Investimentos apontando os mercados globais ainda sem movimentos expressivos enquanto no Brasil, o Mercado teve alívio com novas declarações de membros do Governo enquanto hoje se espera números da indústria.

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Bolsas internacionais amanhecem sem movimentos expressivos (EUA  0% e Europa 0%) à medida que os investidores digerem a retórica hawskish da ata do comitê de política monetária do Federal Reserve (FOMC, na sigla em inglês). Nesta quarta-feira, a ata revelou que as autoridades seguirão focadas no combate à inflação americana e o mercado não deve subestimar o tempo necessário que as taxas de juros permanecerão altas para que isso aconteça. Na Europa, a inflação ao produtor na Zona do Euro (PPI) registrou 27,1% nos últimos 12 meses, abaixo dos 27,9% esperados pelo consenso. A surpresa positiva sugere que o aumento de preços na região pode estar cedendo. Na China, o índice de Hang Seng (+1,3%) encerra em alta, após o banco central chinês afirmar que irá implementar novos estímulos “direcionados e prudentes” para fortalecer a economia. O otimismo foi levemente compensado por um PMI composto de 48,3 pontos, ainda em campo contracionista, ao passo que os dados econômicos ainda não refletem os impactos da reabertura.

Ata do FOMC mantém tom hawkish

A ata do FOMC divulgada nesta quarta-feira trouxe novamente as preocupações dos diretores do Fed em controlar o ritmo do aumento de preços e, principalmente, com qualquer percepção errônea de que seu compromisso no combate à inflação está enfraquecendo. O tom mais duro parece ignorar as melhoras nos indicadores de curto prazo e tem sido lido como uma tentativa do Fed de recuperar credibilidade. De todo modo, continua a percepção de que novas elevações de juros devem ocorrer no início desse ano, com o mercado precificando uma taxa terminal de 5%. Também nos Estados Unidos, tivemos a divulgação do índice ISM de manufatura, que mostrou uma queda maior que a esperada pelo segundo mês consecutivo. A leitura de dezembro caiu a 48,4 de 49 em novembro, e mostra a crescente pressão que as indústrias enfrentam com a elevação da taxa de juros pelo Fed e os impactos da mudança no padrão de consumo, já que consumidores vem gastando mais em serviços e menos em bens no período pós-pandemia.

Dados de atividade na China mostram contração

Na China, o setor de serviços mostrou encolhimento pelo quarto mês consecutivo. O PMI privado da S&P/Caixin mostrou uma elevação para 48 em dezembro ante 46,7 em novembro, mas ainda assim ficou abaixo de 50, o que indica uma contração. Os dados refletem, em grande parte, o surto de Covid-19 que se espalhou pelo país, mas a melhora na margem pode indicar que os primeiros efeitos do relaxamento das restrições podem estar surgindo.

IBOVESPA +1,1% | 105.334 Pontos.    CÂMBIO -0,9% | 5,43/USD

O mercado reduziu receios em torno do novo governo depois de recuo em falas do ministro da Casa Civil, Rui Costa e do novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, em relação à reforma da Previdência e intervenção na política de preços da companhia, respectivamente. O Ibovespa subiu 1,12%, mas taxas de juros seguiram pressionadas, ainda que de maneira mais moderada. Ata do FOMC divulgada pela manhã revelou que as taxas de juros permanecerão altas pelo tempo necessário para o combate à inflação americana.

Recuo em discursos do governo trazem alívio

No Brasil, o mercado reduziu receios em torno do novo governo depois de o ministro da Casa Civil, Rui Costa, negar que o novo governo deva rever a reforma da Previdência de 2019. Além disso, declarações menos intervencionistas por parte do indicado à presidência da Petrobras, Jean Paul Prates, e a notícia de convocação de reunião ministerial na sexta-feira para afinar o discurso do governo também ajudaram a aliviar os ânimos do mercado.

Com isto, o Ibovespa fechou em alta de 1,1%, a 105.334 pontos. O dólar encerrou o dia praticamente estável, a R$ 5,43. As taxas futuras de juros seguiram a pressionadas, mas as indicações do governo tornaram o movimento de alta mais moderado ontem. DI jan/24 subiu de 13,70% para 13,75%; DI jan/25 avançou de 13,17% para 13,215%; DI jan/26 foi de 13,12% para 13,19% e o DI jan/27 passou de 13,155% para 13,23%.

Mercado demonstra alívio mediante novos discursos do governo

No Brasil, os destaques ficam por conta dos discursos de representantes do governo. O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que não há qualquer discussão no governo sobre uma reversão da reforma da previdência realizada em 2019. Jean Paul Prates, indicado como novo presidente da Petrobrás, descartou intervenção no preço de combustíveis. Por fim, o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, destacou em entrevista que o governo está buscando cortar renúncias de receita e despesas para reduzir o déficit este ano e afirmou que não haverá repetição dos empréstimos do governo ao BNDES.

Dados de produção industrial no Brasil na agenda do dia

Na agenda do dia, temos a divulgação do índice de gerentes de compras e dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos.

No Brasil, destaque para a pesquisa de produção industrial, que deve mostrar uma queda de 0,2% ante o mês anterior. Por fim, destacamos a publicação de nosso relatório Macro Mensal, que traz a atualização de nosso cenário macroeconômico.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)