31 de julho de 2025
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PETROBRAS: Depois que Prates foi indicado, Petrobras diz que não vai aumentar preços e FUP diz que Prates é preparado para lidar com o PPI e com as necessidades sociais

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Imagem da Petrobras em sua sede no Rio de Janeiro

(Brasília-DF, 30/12/2022) Depois que o presidente eleito e diplomado do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva(PT)  anunciou que iria indicar o senador Jean Paul Prates(PT-RN) para a presidência da Petrobras. Ele ainda precisa passar pela indicação tanto de um conselho como do Conselho de Administração da estatal que se curva a Lei das Estatais.

Por conta disse, nesta tarde, a Petrobras divulgou uma nota de esclarecimento afirmando que não aumentar preços, mas que poderá haver mudanças de preços por conta de tributos.

Por outro lado, a Federação Única dos Petroleiros(FUP) divulgou uma nota afirmando que Prates é preparado, tanto para lidar com o PPI como por conta das necessidades sociais.

Veja as notas:

 

Nota de esclarecimento - Reajuste de Combustíveis

A Petrobras informa que não haverá reajuste de preços nas refinarias para venda de gasolina A, diesel A e GLP para as distribuidoras, com vigência a partir de 01 de janeiro de 2023.

Entretanto, conforme amplamente divulgado pela imprensa, as alterações nos tributos federais e estaduais, previstas para a mesma data, podem resultar em variação dos preços ao consumidor final, ainda que os preços nas refinarias não tenham sido alterados.

 

NOTA DA FUP

Sobre as indicações dos senadores Jean Paul Prates para a Petrobrás, e Alexandre Silveira para Minas e Energia

Rio de janeiro, 30 de dezembro de 2022 – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) saúda os senadores Alexandre Silveira e Jean Paul Prates, indicados pelo presidente Lula para assumirem, respectivamente, o Ministério de Minas e Energia e a presidência da Petrobrás.

“As escolhas do presidente Lula acendem uma chama de esperança, sustentada pelo compromisso desse novo governo com o povo brasileiro e a soberania nacional. Jean Paul Prates vem participando das lutas em defesa da Petrobrás, além de ter uma visão crítica sobre o Preço de Paridade de Importação (PPI), implementado no governo de Michel Temer, em outubro de 2016”, comemora Deyvid Bacelar, coordenador-geral da FUP, que fez parte do GT de transição de Minas e Energia do novo governo.

O PPI vincula o preço dos combustíveis à variação do dólar, ao preço do barril do petróleo no mercado internacional e aos custos de importação dos derivados. “Prates entende que a Petrobrás é também um instrumento de mudança social, além de ter vasta experiência nas áreas de petróleo e gás e de energia renovável e meio ambiente”, ressalta o dirigente sindical.

Bacelar destaca ainda como ponto positivo o fato de Prates e Silveira serem colegas no Parlamento, atuando em pautas importantes para a população brasileira. Prates, que é também presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás (que reúne mais de 200 deputados e 40 senadores), teve papel de destaque, como relator, em projeto de lei que busca a criação de mecanismos para minimizar os reajustes de preços dos combustíveis. A proposta - que teve contribuições da FUP, antes de ser aprovada no Senado, com emendas, no início deste ano -, tramita na Câmara. Já Silveira é relator da proposta de emenda constitucional (PEC da Transição), que garante recursos ao Bolsa Família. 

Especialista no assunto, Prates trabalhou na regulação dos setores de petróleo, energia renovável, biocombustíveis e infraestrutura nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. E quando foi secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte, levou o estado à autossuficiência energética.

À frente da Secretaria de Energia do estado potiguar, Prates conseguiu a ampliação da Refinaria Potiguar Clara Camarão (em Guamaré), viabilizou a entrada da Termoaçu (no Vale do Açu) e da Bioformosa (primeira usina térmica a biomassa do estado, no Agreste), além de ter iniciado o planejamento para os investimentos em energia solar no RN.

O dirigente da FUP lembra ainda que o senador petista foi reconhecido pelas revistas Recharge (europeia) e e WindPower Monthly (americana) como um dos três mais influentes no setor de energia renovável no Brasil e uma das 50 personalidades mais importantes do setor energético e da indústria eólica mundial. Segundo ele, é um nome talhado para fazer cumprir as propostas do governo de tornar a Petrobrás uma empresa de energia, por meio do aumento de investimentos também no segmento de energias renováveis e ampliar a capacidade de refino da empresa, para que o Brasil consiga alcançar a autossuficiência na produção de derivados.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)