DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil todos os olhos para comissão de Transição
Veja os números
(Brasília-DF, 08/11/2022) A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para a Comissão de Transição.
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Mundo
Bolsas internacionais amanhecem levemente positivas (EUA +0,3% e Europa +0,3%) em dia de eleições parlamentares nos EUA. Estimativas apontam para uma possível dominância do partido Republicano na Câmara, mas a disputa pelo Senado segue acirrada. Vale ressaltar que embora os Republicanos costumem ter uma postura mais pró-mercado, historicamente o melhor resultado para a bolsa americana tem sido um Congresso dividido. Na Europa, o economista do Banco da Inglaterra, Huw Phil, pontuou que a inflação ainda não está controlada na economia britânica e isso torna ainda mais complexa a tomada de decisão de política monetária daqui para frente. Na China, o índice de Hang Seng (-0,2%) encerra em leve baixa, refletindo um movimento de realização de lucros após dias de rali. Investidores parecem repensar suas apostas na reabertura chinesa à medida que o governo segue se posicionando a favor das restrições e o volume atual de casos no país é o mais alto desde abril.
Eleições nos EUA movem a política internacional
Nesta terça-feira, o destaque da política internacional é a eleição nos EUA para renovar parte do Congresso (35 dos 100 assentos no Senado e os 435 assentos da Câmara dos Representantes estão em disputa), além de eleger cargos estaduais. A votação legislativa é tradicionalmente considerada um termômetro político no país na metade do mandato presidencial e deve determinar o poder do governo de avançar sua agenda no Parlamento.
A eleição é historicamente desafiadora para o partido no poder, especialmente em casos de aprovação presidencial baixa. Em nossa avalição, os republicanos têm alta probabilidade de vencer na Câmara, mas democratas têm maior chance de manter a maioria no Senado. Em termos práticos, a vitória republicana numa das Câmaras já seria suficiente para bloquear a agenda parlamentar de Biden.
Dados econômicos da zona do euro
O foco do calendário de dados europeu foram vendas no varejo da zona do euro para setembro, que cresceu 0,4% no mês, em linha com esperado, mas caíram menos do que o esperado ano contra ano após uma forte revisão para cima em agosto, com destaque para a demanda sustentada do consumidor no terceiro trimestre. As vendas no varejo são boa indicação da demanda do consumidor, que está em foco devido às expectativas de que a zona do euro entrará em recessão nos próximos meses devido ao aumento nos preços da energia.
IBOVESPA -2,38% | 115.342 Pontos. CÂMBIO +2,19% | 5,17/USD
A atenção dos mercados deve se manter na transição do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Do lado dos indicadores, o IGP-DI de outubro é o destaque, enquanto os investidores acompanham a temporada de divulgação de resultado das empresas. Entre os balanços esperados, Bradesco, Braskem e 3R Petroleum divulgam resultados à noite. No exterior, às eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que vão definir o comando do Congresso, ficará no foco da agenda.
Brasil
Depois de uma semana de ganhos firmes, o pregão da segunda-feira foi marcado por uma dose maior de cautela com a atenção do mercado voltada para a composição da equipe econômica do governo eleito. Em meio ao ambiente externo ainda desafiador, a sinalização dada pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles de que não é candidato ao posto de ministro da Fazenda, bem como os rumores de que o petista Fernando Haddad poderia assumir o cargo, fizeram com que o Ibovespa perdesse mais de 2%, terminando em 115.342,40 pontos (-2,38%), com apenas 6 dos 92 papéis da carteira teórica em alta. E o dólar à vista subiu a R$ 5,17, valorização de 2,19%. As taxas futuras de juros iniciaram a semana em alta, contrariando o otimismo da semana anterior com o fim das eleições no Brasil. DI jan/23 fechou em 13,67%; DI jan/24 foi para 13,035 %; DI jan/25 encerrou em 11,905%; DI jan/27 fechou em 11,72%; e DI jan/29 foi para 11,81%.
Ainda sobre Brasil, o IGP-DI recuou 0,62% em outubro, um pouco acima da expectativa em -0,75%. A queda generalizada dos preços das commodities contribuiu para manter o IGP-DI em patamar negativo em outubro, mas dissipação dos efeitos dos reajustes negativos da Petrobras sobre o valor dos combustíveis nas refinarias ajudou a moderar a deflação medida pelo indicador no mês.
Mercado em Gráfico
A temporada de resultados do 3T22 começou em outubro. A expectativa do mercado para os resultados do trimestre era avaliar os impactos da inflação global em alta, a economia brasileira resiliente e riscos crescentes de uma recessão nos balanços das empresas brasileiras. Até agora, 27 das 89 empresas do Ibovespa reportaram, e 51,8% delas surpreenderam positivamente as expectativas do mercado, segundo o consenso do Bloomberg, com destaque para o setor de Elétricas e Saneamento, que mostrou uma surpresa agregada de 125% . Já em relação à receita, 44,4% das empresas reportaram acima do esperado, sendo que a surpresa nas receitas foi de 1% até o momento, o que pode indicar que, mesmo sendo praticamente em linha com o esperado, a capacidade das empresas de repassar os custos e sua resiliência têm refletido nos lucros. Essa semana, 59 empresas do Ibovespa devem reportar seus resultados.
(da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)