31 de julho de 2025
Brasil e Economia

DESTAQUES DO DIA: Mercados globais em positivo e no Brasil atenção para números da indústria e a questão das estradas e abastecimento

Veja os números

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Mercados globais em positivo

(Brasília-DF, 01/11/2022)  A Política Real teve acesso ao relatório “Moorning Call” da XP Investimentos apontando que os mercados globais estão em positivo e no Brasil atenção para números da indústria divulgados pelo IBGE e expectativa sobre a liberação das estradas e a questão do abastecimento.

 

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Bolsas internacionais amanhecem positivas (EUA +0,9% e Europa +1,3%) enquanto investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve e a divulgação de novos balanços. Hoje a temporada de resultados seguirá com: Uber, Pfizer, AMD e Airbnb. Na Europa, o PMI de manufaturas do Reino Unido recuou de 48,4 em setembro para 46,2 em outubro, indicando que a economia segue em ritmo de desaceleração. Os novos dados econômicos podem também influenciar a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra, nesta quinta-feira. Na China, o índice de Hang Seng (+5,2%) encerrou em forte alta, após a circulação de uma nota não verificada nas redes sociais sobre um suposto “Comitê de Reabertura”. A organização irá, supostamente, analisar os dados da Covid-19 em outros países e estudar uma possível flexibilização da política zero-covid em março de 2023.

Decisão de política monetária do Fed

Os investidores parecem estar ganhando confiança de que o Fed sinalizará uma redução no ritmo de suas altas de juros no futuro, potencialmente a partir de dezembro. Para a decisão de amanhã, mercado precifica mais uma elevação da taxa em 0,75pp. À frente, a decisão a ser tomada na reunião de dezembro dependerá dos dados de inflação e mercado de trabalho referentes a outubro e novembro. Teremos a divulgação do payroll na sexta-feira, outro dado relevante para o Fed.

IBOVESPA +1,31% | 116.037 Pontos.  CÂMBIO – 2,19% | 5,18/USD

Na agenda local, seguimos acompanhando os desdobramentos da eleição de domingo, enquanto o Banco Central divulga a ata do Copom da última reunião e o IBGE a produção industrial de setembro. No exterior, investidores acompanharão números de produção industrial e os índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, além da continuação da temporada de balanços. Amanhã, quarta-feira, será dia de decisão de juros do Fed, quando os mercados locais estarão fechados pelo feriado nacional de Finados.

Brasil

No Brasil, os ativos performaram melhor do que o esperado, refletindo uma percepção de transição democrática sem rupturas e chegaram ao fim da sessão em rota oposta à tendência de seus semelhantes externos. Na Bolsa, o Ibovespa terminou o dia aos 116.037 pontos, valorização diária de 1,31% e mensal de 5,45%. O dólar à vista terminou o dia aos R$ 5,18, queda de 2,19%, no mês a baixa foi de 4,36%. Já as taxas futuras de juros iniciaram a semana em queda, com os agentes desmontando posições defensivas devido à perspectiva de não questionamento dos resultados da eleição, além de avaliarem de modo positivo alguns dos primeiros sinais do governo eleito. DI jan/23 fechou em 13,672%; DI jan/24 foi para 12,93%; DI jan/25 encerrou em 11,705%; DI jan/27 fechou em 11,51%; e DI jan/29 foi para 11,62%.

Ainda sobre a decisão política, a equipe de transição deve ser anunciada ainda esta semana. Nosso time publicou ontem nota sobre os impactos fiscais da “Carta para o Brasil do Amanhã”, publicada pela campanha petista durante o segundo turno. Os custos das propostas podem chegar a R$ 250 bi (2,5% do PIB) e há mais R$ 170 bi de riscos fiscais mapeados. Em relação aos dados econômicos, para a produção industrial de setembro, o mercado espera queda de 0,7% no mês e alta de 0,5% no ano (XP -0,5% e +0,7%)

Mercado em Gráfico

Apesar de 2022 ser um ano de eleições presidenciais, os principais fatores que afetaram a Bolsa brasileira são relacionados ao cenário macro: inflação persistente, bancos centrais globais subindo os juros, os choques de oferta causados pela guerra na Ucrânia, lockdowns na China, e temores de recessão. Porém, no último mês, riscos domésticos relacionados ao cenário político voltaram ao radar dos investidores. Conforme mostramos no gráfico, após vários meses com a volatilidade em patamares historicamente baixos, ela voltou a crescer depois dos resultados do 1o turno das eleições, em linha o comportamento de anos eleitorais desde 2002. Nesse ano especificamente, o resultado mostrou uma eleição muito mais apertada do que historicamente e o pleito segue ainda em aberto, aumentando as incertezas quanto ao que esperar depois desse final de semana. Apesar das incertezas políticas e das taxas de juros em patamares ainda altos, continuamos vendo a Bolsa brasileira como atrativa. A expectativa é que o fim das eleições, nesse domingo (30/10),  pode trazer uma descompressão de riscos no mercado. Com um caminho mais claro após as eleições, o apetite a risco pode voltar, e isso deve sustentar ainda mais o desempenho superior do Ibovespa em relação aos demais mercados.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)